Impactos nos ecossistemas de água doce



Uma quantidade menor de chuvas durante os meses de seca pode afetar gravemente os numerosos rios e outros sistemas de água doce da Amazônia, bem como a população humana que depende desses recursos.

Um possível e desastroso impacto da redução das chuvas é a mudança do processo de entrada de nutrientes nos igarapés e rios, o que poderia afetar enormemente os organismos aquáticos.

Um clima mais variável e eventos climáticos mais extremados provavelmente também significam que as populações de peixes amazônicos precisarão lidar com temperaturas elevadas com maior frequência e, em alguns casos, com condições ambientais que são potencialmente letais.

O que dizem os especialistas
O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas - IPCC sugere que a inundação, associada com a elevação do nível do mar, terá impacto substancial sobre as terras baixas, como é o caso do delta do rio Amazonas.

Na verdade, ao longo dos últimos 100 anos, o índice de elevação do nível do mar tem sido de 1 mm a 2,5 mm por ano. Esse índice pode aumentar até 5 mm por ano.

O aumento do nível do mar, as temperaturas elevadas, a mudança e o descontrole das chuvas provavelmente provocarão grandes mudanças em habitats das espécies, como os ecossistemas de mangue.

Esses fatores também podem afetar os recursos pesqueiros da região, os quais dependem do habitat do mangue, que é usado como berçário e refúgio.

Os pescadores do rio Tocantins, por exemplo, optaram por estratégias de pesca que são específicas para as variações sazonais do comportamento dos peixes e sua reprodução. Com as mudanças climáticas essa dinâmica deve ser drasticamente modificada.

As mudanças climáticas podem provocar um declínio no número ou a extinção dessas espécies. Já as mudanças nas flutuações sazonais podem alterar o padrão migratório e a ecologia das espécies de peixes e mudar o resultado da pescaria.
 
© WWF-Brasil / Adriano Gambarini
O impacto desastroso da redu��o das chuvas na Amaz�nia vai afetar enormemente os ecossistemas aqu�ticos.
© WWF-Brasil / Adriano Gambarini
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