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Principais ameaças



A principal ameaça à sobrevivência do Cerrado é o avanço indiscriminado da fronteira agrícola para a produção, em especial, o cultivo de eucalipto, soja e pecuária bovina. Os resultados do Terraclass, destinado ao mapeamento do uso da terra e da cobertura vegetal do Cerrado com base em 2013, revelam que 45,4% de sua vegetação natural já foram destruídas. Em números, isso equivale a 100 milhões de hectares. 

O estudo mostra ainda que as áreas de pastagens ocupam 29,5% do bioma, a agricultura anual representa 8,5% e as culturas perenes 3,1%, totalizando 41,1% do uso total. Atualmente, o bioma responde por 51,9% da área de soja cultivada no país, quase 16 milhões de hectares do Cerrado foram para a produção de grão segundo o relatório “Análise Geoespacial da Dinâmica das Culturas Anuais no Bioma Cerrado: 2000 a 2014” da Agrosatélite e por quatro em cada dez cabeças do rebanho bovino do país.

Os incêndios florestais, as obras de infraestruturas, principalmente, Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), Usinas Hidrelétricas (UHE´s) e a demanda por carvão vegetal oriundo de árvores nativas para a indústria siderúrgica também colocam o Cerrado em risco. Estimativas apontam, por exemplo, que metade das dez milhões de toneladas anuais de carvão vegetal seja produzida com vegetação nativa do bioma.
 
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