2008 - Expedição Científica Rio Guariba | WWF Brasil

2008 - Expedição Científica Rio Guariba



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Expedição Científica Rio Guariba
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Expedição científica identifica fragmentos de cerrado localizados no meio da floresta amazônica e possíveis novas espécies

 
	© WWF-Brasil / Adriano Gambarini
A ampla parcela da paisagem de transição entre cerrado e floresta amazônica garante especial beleza cênica e promove a riqueza biológica ao Parest do Guariba
© WWF-Brasil / Adriano Gambarini
Segundo os pesquisadores, o isolamento natural do ambiente de cerrado que compõe o Parque Estadual do Guariba pode gerar variações genéticas o que o torna um ambiente ideal para abrigar espécies novas, ou mesmo endêmicas, de plantas e animais.
Com o objetivo de reunir informações sobre a fauna e flora para subsidiar a elaboração do plano de gestão do Mosaico de Unidade de Conservação do Apuí – documento essencial para promover a implementação eficiente e a gestão integrada do conjunto de unidades de conservação que o compõe – foi realizada, entre os dias 31 de outubro e 18 de novembro, no sul do Amazonas, a Expedição Científica Rio Guariba.

Entre os resultados alcançados, destacam-se a identificação de fragmentos de cerrado cercados por maciços de floresta tropical Amazônia e a descoberta de possíveis espécies novas, associadas a esses ambientes. Leia mais

O que é o mosaico do Apuí

Com mais de 2,4 milhões de hectares, o mosaico de unidades de conservação de Apuí integra partes dos municípios de Apuí e Novo Aripuanã, localizados ao sul do Amazonas, e reúne nove unidades de conservação:
  • Parque Estadual do Guariba (72.296,331 ha.)
  • Reserva de Desenvolvimento Sustentável Bararati (153.083,340 ha.)
  • Reserva Extrativista do Guariba (180.904,706 ha.)
  • Parque Estadual do Sucunduri (1.006.350,041 ha.)
  • Floresta Estadual do Sucunduri (545.163,522 ha)
  • Floresta Estadual do Aripuanã (369.337,385 ha)
  • Floresta Estadual do Apuí (286.161,751 ha)
  • Floresta Estadual de Manicoré (171.300,187 ha)
  • Reserva de Desenvolvimento Sustentável Aripuanã (260.380,111 ha)
Esse conjunto forma uma importante barreira ao avanço da degradação e ocupação desordenada vinda do centro-oeste Brasileiro. Nenhuma das unidades de conservação que o compõe, no entanto, possui plano de manejo. Assim o reconhecimento dessas áreas como um mosaico visa à integração das ações de planejamento e gestão, fazendo com que cada unidade corresponda a um pré-zoneamento de uma única e grande unidade de conservação, permitindo a correção de erros na delimitação das mesmas.
 
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Seminário discute diretrizes para gestão de áreas protegidas
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Acompanhe as discussões sobre gestão de mosaico de áreas protegidas

Apesar de serem reconhecidos como um mecanismo eficiente nas ações contra a expansão do desmatamento e da degradação ambiental, os mosaicos de áreas protegidas ainda guardam dúvidas e dualidades conceituais e reguladoras. Essas são questões que serão debatidas durante o II Seminário Mosaico de Áreas Protegidas.
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