O Índice de Risco Ecológico (IRE, em inglês Environmental Risk Index – ERI) avalia as ameaças em relação à severidade, sensibilidade da paisagem e frequência que ocorrem em um ambiente
O Índice de Risco Ecológico (IRE, em inglês Environmental Risk Index - ERI), proposto por Mattson & Argermeier (2007), permite avaliar o estresse a que um determinado ecossistema está submetido por meio da identificação e classificação das ameaças em relação à severidade e também mapeamento da frequência de ocorrência. Caso o ambiente seja heterogêneo, em que as ameaças se comportam diferentemente de acordo com as características da paisagem, é possível também considerar a sensibilidade desta característica no cálculo final, como por exemplo, a agricultura em relação à declividade do solo (Em declividades mais elevadas, a agricultura causa mais erosão, portanto devem ser considerados valores mais elevados do que quando ocorre em planícies).


Figura 1. Conceitos importantes do IRE. Modificado de Karr et al. (1986) e Mattson & Argermeier (2007).


O estudo é composto basicamente por 7 etapas (Figura 1). Primeiramente, as ameaças mapeáveis são identificadas e posteriormente apresentadas a especialistas para que a classificação seja estabelecida (Como, por exemplo, caso ocorra Agricultura, Mineração e Pecuária na área de estudo, os especialistas podem concluir que a mineração é mais severa que a agricultura que é mais severa que a pecuária).  Após a atribuição dos valores de severidade e quantificação da frequência, o índice é calculado por meio da multiplicação destes valores. A soma dos valores referentes a cada ameaça compõe o índice final, que é apresentado aos mesmos especialistas para validação final.
 
Como resultado, a área de estudo é classificada em níveis de ameaça como na figura 2.

 
Figura 3. Exemplo de resultado do índice de risco ecológico
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