Agenda Elétrica Sustentável 2020



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O lançamento foi realizado no Hotel Blue Tree, em Brasília
© WWF-Brasil / Sérgio Seiffert

Relatório do WWF-Brasil aponta economia de R$ 33 bi com adoção do cenário Elétrico Sustentável

Planejar o futuro elétrico do país de forma barata e inteligente é a proposta do relatório “Agenda Elétrica Sustentável 2020”, lançado no dia 14 de setembro de 2006, no hotel Blue Tree, em Brasília.
Cerca de 100 pessoas, entre representantes de órgão governamentais e não governamentais, setor privado e mídia, compareceram ao evento de lançamento. Foram apresentados três painéis : Brasil – energia elétrica e o desenvolvimento sustentável, Agenda elétrica sustentável – percepções e recomendações (visões governamentais) e Percepções e recomendações – visões do setor produtivo e da sociedade civil.

O estudo prevê economia de R$ 33 bilhões para os consumidores, diminuição no desperdício de energia de até 38% da expectativa de demanda, geração de 8 milhões de empregos, estabilização nas emissões dos gases causadores do efeito estufa e afastar os riscos de novos apagões se o cenário Elétrico Sustentável for aplicado no Brasil até 2020. O trabalho foi desenvolvido por uma equipe de especialistas da Unicamp e balizado por uma coalizão de associações de produtores e comerciantes de energias limpas, grupos ambientais e de consumidores. Muitos participantes elogiaram a iniciativa e seus resultados.

O Secretário Executivo do Ministério de Minas e Energia, Nelson Hubner, afirmou que o mais importante sobre o estudo lançado pelo WWF-Brasil e seus parceiros é abrir o debate sobre o setor. “Esse debate muitas vezes fica no campo das paixões, numa radicalização que não interessa para o país”, afirmou.

Para Cláudio Langone, Secretário Executivo do Ministério do Meio Ambiente, o estudo tem consistência técnica para contribuir no debate sobre o plano estratégico de energia do país. “O relatório é fundamental porque atualmente muitas pessoas dizem que haverá apagão e que o responsável é o setor ambiental. Não aceitamos ser os bodes expiatórios”, disse.

Já o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, questionou os índices utilizados para embasar a pesquisa, como taxas de crescimento e potencial energético de usinas hidrelétricas. "Acreditar que é possível crescer sem construir novas usinas é uma utopia que levará o país ao não-desenvolvimento", disse. "São estudos perigosos para o país. Nós não podemos iludir a população brasileira."

O professor da Unicamp, Gilberto Januzzi, responsável pelo estudo, rebateu as críticas de Tolmasquim afirmando que o relatório “não é uma peça de ficção e não trabalhamos dados macroeconômicos, apenas usamos os mesmos dados já existentes em projeções feitas pelo próprio governo.”

Já Oswaldo Lucon, representante da Secretaria de Meio Ambiente de São Paulo, defendeu o estudo dizendo que o meio ambiente se beneficiaria do estudo de variadas formas. "Existe a redução nas emissões de gases de efeito estufa, a desnecessidade de se criarem usinas nucleares, a preservação das reservas estratégicas de petróleo e gás natural e a preservação da biodiversidade ao se reduzir o alagamento da floresta amazônica por projetos hidrelétricos de grande porte."

Para Leonardo Lacerda, Superintendente de Conservação do WWF-Brasil, o evento foi excelente, pois uma das propostas da organização era justamente iniciar o debate sobre eficiência energética e da adoção de fontes renováveis não convencionais no planejamento do setor elétrico do país. “É preciso que os diversos atores se reúnam para discutir propostas viáveis de crescimento sustentável para o Brasil”, disse.

  • Parceiros do estudo:

    • Associação Brasileira de Empresas de Serviços de Conservação de Energia (ABESCO)
    • Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (ABRAVA)
    • União da Agroindústria Canavieira de São Paulo (UNICA)
    • Associação Paulista de Cogeração de Energia (COGEN)
    • Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente (FBOMS)
    • Instituto de Defesa do Consumidor (IDEC)
    • Instituto Nacional de Eficiência Energética (INEE)
    • Centro Brasileiro de Energia Eólica (CBEE)
    • Embaixada Britânica
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© WWF-Brasil / Sérgio Seiffert
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