Número de queimadas aumenta no Cerrado e na Amazônia na primeira metade de 2022

01 julho 2022


Cerrado teve mais de 10 mil focos entre janeiro e junho, pior marca para o período desde 2010

Por WWF-Brasil 


Nos seis primeiros meses de 2022, o número de queimadas aumentou 13% no Cerrado e 17% na Amazônia, em comparação ao mesmo periodo no ano passado, de acordo com o Programa Queimadas, do Instituto Nacioinal de Pesquisas Espaciais (INPE). O desmatamento também apresenta tendência de alta recorde nos dois biomas.

No Cerrado, foram detectados 10.869 focos de queimadas entre o início de janeiro e o fim de junho, um aumento de 13% em comparação ao mesmo período de 2021, quando foram registrados 9.568 focos. É o maior número para o período desde 2010.

Os valores registrados em junho de 2022 permaneceram estáveis em relação aos de 2021. Entre 1 e 30 de junho de 2022, foram detectados 4.239 focos no Cerrado, contra 4.181 no ano passado - um aumento de 1,4%.

Na Amazônia, o número acumulado de queimadas nos seis primeiros meses do ano foi de 7.533 - um aumento de 17% em comparação ao mesmo período em 2021, quando foram detectados 6.387 focos de queimadas. Em junho de 2022, foram registrados 2.562 focos, contra 2.305 em 2021 - um aumento de 11%.
 

Desmatamento

Os dados do DETER/INPE para desmatamento foram atualizados até o dia 24 de junho. Mas, mesmo faltando uma semana para fechar o mês, o Cerrado teve em 2022 o pior mês de junho  já regsitrado desde o início do monitoramento no bioma. Foram desmatados 752 km2. A área sob alerta de desmatamento em junho de 2022 aumentou 55% em comparação a junho do ano passado.

No acumulado do início do ano até o dia 24 de junho, o Cerrado também teve o pior início de ano desde o lançamento do DETER no bioma. Foram desmatados 3.364 km2 desde o início de 2022 - um aumento de 34% em relação ao mesmo periodo em 2021.

Na Amazônia, o mês de junho apresenta uma redução de 17% no número de alertas de desmatamento, em comparação com junho de 2021. No acumulado de alertas desde o início do ano, porém, a Amazônia teve o pior início de ano desde o lançamento do DETER: 3.750 km2, um aumento de 4% em relação ao mesmo período no em 2021.
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