Energia



Energia

Apesar de o desmatamento ser agora o principal desafio do Brasil para conter a emissão de gases de efeito estufa, é preciso pensar também no setor de energia, o maior vilão das mudanças climáticas no planeta.
O setor de energia no Brasil é visto hoje como um dos gargalos econômicos que impedem o crescimento do país. Por isso, há necessidade investir neste setor e de planejar seu crescimento de maneira sustentável, utilizando técnicas de eficiência energética, que reduzem o desperdício de energia e, conseqüentemente, a demanda, fontes de energia renováveis não-convencionais como solar térmica, eólica e biomassa.

Na área de energia elétrica, o WWF-Brasil fez um estudo para que as autoridades brasileiras possam se basear e planejar o futuro elétrico do País de forma barata e inteligente. O relatório é intitulado “Agenda Elétrica Sustentável 2020 – Estudo de Cenários para um Setor Elétrico Brasileiro Eficiente, Seguro e Competitivo”.

O estudo prevê economia de R$ 33 bilhões para os consumidores, diminuição no desperdício de energia de até 38% da expectativa de demanda, geração de 8 milhões de empregos, estabilização nas emissões dos gases causadores do efeito estufa, além de afastar os riscos de novos apagões se o cenário Elétrico Sustentável for aplicado no Brasil até 2020. O trabalho foi desenvolvido por uma equipe de especialistas da Unicamp e balizado por uma coalizão de associações de produtores e comerciantes de energias limpas, grupos ambientais e de consumidores.

Na área de transporte, os biocombustíveis deverão ser exercer importante papel na redução de emissões no setor energético. Entretanto, é preciso examinar com cuidado a maneira como são produzidos, pois existem implicações sociais e ambientais que devem ser consideradas. Por exemplo, a produção de álcool pode ser uma excelente alternativa para o nosso País, desde que seja feita de maneira ordenada, sem desmatar, protegendo matas ciliares e reservas legais e respeitando direitos sociais e o meio ambiente.
 
© WWF / Michel GUNTHER
O Nordeste do Brasil tem grande potencial para captar energia eólica, que é limpa e renovável
© WWF / Michel GUNTHER
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