COP 13 - Convenção da Diversidade Biológica e Rede WWF defendem a conscientização sobre a biodiversidade | WWF Brasil

COP 13 - Convenção da Diversidade Biológica e Rede WWF defendem a conscientização sobre a biodiversidade

17 dezembro 2016


O Secretariado da Convenção da Diversidade Biológica (CDB) e a Rede WWF assinaram, no último 14 de dezembro, um Memorando de Entendimento para colaborar na execução da Estratégia de Comunicação Global da CDB, juntamente com as Partes da CDB, parceiros e a comunidade de conservação no sentido amplo, com vistas a alcançar a Meta 1 da Biodiversidade de Aichi (ABT1) até 2020.
 
O Memorando de Entendimento, assinado pelo Secretário-Executivo da CDB, Bráulio de Souza Dias, e o Diretor-Geral do Secretariado Internacional da Rede WWF, Marco Lambertini, prevê que a Rede WWF trabalhe em defesa da Meta 1 para garantir que as pessoas compreendam o valor da biodiversidade e dêem os passos necessários para o uso sustentável da biodiversidade.
 
“Precisamos fazer esforços maiores para promover e aumentar a conscientização sobre os valores da biodiversidade entre as pessoas do mundo todo”, afirmou Bráulio Ferreira de Souza Dias. “Essa parceria permitirá trabalhar em conjunto com a Rede WWF, com essa finalidade, e atrair outros atores importantes”.

“À medida que a biodiversidade diminui, enfraquecemos a capacidade da natureza de prover os serviços vitais que necessitamos – água limpa, ar fresco, alimentos e um clima estável. Tudo isso é essencial para a sobrevivência humana. A saúde é um indicador de nossa relação com o planeta e a base para o funcionamento dos ecossistemas”, disse Marco Lambertini. “Estou muito satisfeito em saber que vamos trabalhar com o Secretariado da CDB e a comunidade ambiental para elevar o nível de conscientização e construir um caso robusto para a conservação da diversidade de vida do planeta, para nós e para o planeta”.
 
O Memorando de Entendimento será implementado com a colaboração dos membros do Comitê de Assessoramento Informal (IAC) para a Comunicação, Educação e Conscientização Pública (CEPA).  A Rede WWF e o Secretariado da CDB irão trabalhar para facilitar as atividades da Força Tarefa do Comitê de Assessoramento Informal, que fará o engajamento das Partes da CDB e da comunidade de conservação no sentido amplo, para alcançar a Meta 1 da Biodiversidade de Aichi (ABT1).
 
Essa parceria permite a promoção de produtos importantes da Rede WWF, como o Relatório do Planeta Vivo, Nosso Planeta e a Hora do Planeta, bem como o Dia Internacional da Biodiversidade da CDB, entre outros projetos de apoio à Estratégia de Comunicação Global.
 
O trabalho será realizado por meio das plataformas de mídia social, tais como Facebook, Twitter e YouTube, e mediante a utilização de atividades de campanha ambiental e o engajamento com programas de educação ambiental, inclusive Educação e Desenvolvimento Sustentável (EDS).
 
A assinatura do Memorando de Entendimento aconteceu numa cerimônia realizada durante a XIII Conferência das Partes (COP-13) da Convenção da Diversidade Biológica; na ocasião, os representantes das Partes da CDB discutiram como irão contribuir para a Estratégia de Comunicação Global. 
 
O Ministro do Meio Ambiente e Recursos Naturais do México, Rafael Pacchiano Alamán, e o Presidente da COP-13 da CDB participaram da assinatura do Memorando como testemunhas.

Sobre a Convenção da Diversidade Biológica (CDB)
A assinatura da Convenção sobre Diversidade Biológica foi iniciada durante a Conferência de Cúpula das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento realizada no Rio de Janeiro em 1992 (Eco Rio 92). O documento é um tratado internacional para a conservação da biodiversidade, o uso sustentável de seus componentes e a repartição equitativa dos benefícios do uso de recursos genéticos.  A Convenção, que até agora inclui 196 Partes, atingiu uma participação quase universal dos países. O objetivo da Convenção é enfrentar todas as ameaças contra a biodiversidade e os sistemas ambientais propiciados pelos ecossistemas, inclusive as ameaças decorrentes das mudanças climáticas, por meio de avaliações científicas, desenvolvimento de ferramentas, incentivos e processos, transferência de tecnologias e boas práticas, bem como o envolvimento total e ativo dos grupos de interesse relevantes, inclusive as comunidades locais e indígenas, os jovens, as organizações não-governamentais (ONGs), as mulheres, e a comunidade empresarial. 
 
O Protocolo de Cartagena sobre a Biossegurança e o Protocolo de Nagoya sobre Acesso e Repartição de Benefícios são acordos suplementares à Convenção. 
 
O Protocolo de Cartagena, que entrou e vigor em 11 de setembro de 2003, busca proteger a diversidade biológica dos potenciais riscos decorrentes de organismos vivos modificados pela moderna biotecnologia. Até agora, 170 Partes ratificaram o Protocolo de Cartagena.
 
O Protocolo de Nagoya visa à repartição dos benefícios da utilização de recursos genéticos de forma justa e equitativa, inclusive por meio do acesso adequado aos recursos genéticos e a apropriada transferência de tecnologias relevantes. Esse Protocolo entrou em vigor em 12 de outubro de 2014 e, até agora, já foi ratificado por 92 Partes.

 
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