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Mata Atlântica

É o bioma mais biodiverso do Brasil com 20 mil espécies de flora e cerca de 2.040 espécies diferentes de fauna

A Mata Atlântica compreende por 15% do território brasileiro e está distribuída em 17 Estados (Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe) e se estende por parte da Argentina e Paraguai. Grande parte da sua distribuição geográfica é pela costa do oceano Atlântico, daí o seu nome.

Apesar da grande importância econômica e ecológica, é o bioma mais degradado do Brasil, restam apenas 12,4% (Atlas da Mata Atlântica 2019, elaborado pela SOS Mata Atlântica em parceria com o Inpe) de floresta, sendo que a maior parte dele é fragmentado e desconectado. Segundo o Atlas da Mata Atlântica lançado hoje (27 de maio), o desmatamento no bioma aumentou 27,2% nos anos de 2018/2019 com 14.502 hectares de floresta devastados, o equivalente a 14mil campos de futebol. Esta é a maior área desmatada no bioma desde 2016.

Atualmente, existem apenas dois grandes contínuos de vegetação nativa que estão localizados na Serra do Mar entre o Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro e o Alto Paraná, na região de Foz do Iguaçu na fronteira com a Argentina e Paraguai. Essa fragmentação ameaça espécies importantes da biodiversidade brasileira como a onça-pintada.

Estima-se que restam apenas 300 onças-pintadas em todo o bioma.


Caso a degradação prossiga, a mata atlântica pode se tornar o primeiro bioma do mundo a perder seu animal topo de cadeia, acarretando em severos prejuízos à biodiversidade.

FICHA TÉCNICA

Bioma: Mata Atlântica
Tamanho: 1,3 milhão de quilômetros quadrados (apenas no Brasil)
Total desmatado: 87,6%*
Remanescente de vegetação original: 12,4%
Localização: América do Sul (Brasil, Argentina e Paraguai) 
Total de espécies flora: 20 mil espécies
Total de espécies fauna: ao menos 2.040 espécies diferentes
Principais ameaças: Desmatamento, fragmentação de áreas, expansão urbana desordenada e exploração predatória de recursos naturais.
*Atlas da Mata Atlântica 2019, por Fundação SOS Mata Atlântica e Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais)
 

É o bioma mais biodiverso do Brasil com 20 mil espécies de flora e cerca de 2.040 espécies diferentes de fauna

A Mata Atlântica compreende por 15% do território brasileiro e está distribuída em 17 Estados (Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe) e se estende por parte da Argentina e Paraguai. Grande parte da sua distribuição geográfica é pela costa do oceano Atlântico, daí o seu nome.

Apesar da grande importância econômica e ecológica, é o bioma mais degradado do Brasil, restam apenas 12,4% (Atlas da Mata Atlântica 2019, elaborado pela SOS Mata Atlântica em parceria com o Inpe) de floresta, sendo que a maior parte dele é fragmentado e desconectado. Segundo o Atlas da Mata Atlântica lançado hoje (27 de maio), o desmatamento no bioma aumentou 27,2% nos anos de 2018/2019 com 14.502 hectares de floresta devastados, o equivalente a 14mil campos de futebol. Esta é a maior área desmatada no bioma desde 2016.

Atualmente, existem apenas dois grandes contínuos de vegetação nativa que estão localizados na Serra do Mar entre o Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro e o Alto Paraná, na região de Foz do Iguaçu na fronteira com a Argentina e Paraguai. Essa fragmentação ameaça espécies importantes da biodiversidade brasileira como a onça-pintada.

Estima-se que restam apenas 300 onças-pintadas em todo o bioma.


Caso a degradação prossiga, a mata atlântica pode se tornar o primeiro bioma do mundo a perder seu animal topo de cadeia, acarretando em severos prejuízos à biodiversidade.

FICHA TÉCNICA

Bioma: Mata Atlântica
Tamanho: 1,3 milhão de quilômetros quadrados (apenas no Brasil)
Total desmatado: 87,6%*
Remanescente de vegetação original: 12,4%
Localização: América do Sul (Brasil, Argentina e Paraguai)
Total de espécies flora: 20 mil espécies
Total de espécies fauna: ao menos 2.040 espécies diferentes
Principais ameaças: Desmatamento, fragmentação de áreas, expansão urbana desordenada e exploração predatória de recursos naturais.
*Atlas da Mata Atlântica 2019, por Fundação SOS Mata Atlântica e Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais)

RESTAURAÇÃO DA MATA ATLÂNTICA

Restaurar a floresta contribuiu diretamente para o combate às mudanças climáticas no planeta

Uma carta na revista Nature Climate Change assinada por Luis Fernando Guedes Pinto, diretor de Conhecimento da Fundação SOS Mata Atlântica, e Mauricio Voivodic, diretor-executivo do WWF-Brasil, reforça a importância de que a restauração da Mata Atlântica também seja inserida na agenda climática mundial.

A emergência climática e o necessário aumento da ambição para combater o aquecimento global passou a exigir não somente o fim do desmatamento, mas também a restauração de ecossistemas em grande escala como uma das mais importantes soluções baseadas na natureza. Nesta que é a Década da ONU da Restauração de Ecossistemas (2021–2030), os autores ressaltam que, “no contexto da mitigação climática, é fundamental a conservação de florestas tropicais altamente ameaçadas e fragmentadas, portanto o caso da Mata Atlântica pode se tornar uma referência”. 

“Interromper o desmatamento e restaurar ecossistemas são ações essenciais na luta contra as mudanças climáticas e para o sucesso da meta de 1,5ºC, estabelecida no Acordo de Paris”, escrevem os autores no periódico. “Devido à extensão da sua cobertura florestal, bem como à atual taxa de desmatamento, o Brasil desempenha um papel central na mitigação climática e tem uma grande oportunidade de contribuir por meio da interrupção do desmatamento e da restauração dos seus biomas florestais. Nesse sentido, a Mata Atlântica é um dos ecossistemas globais com maior prioridade de restauração, considerando-se os benefícios na conservação da biodiversidade, na mitigação das mudanças climáticas e nos custos da restauração.”

Uma carta na revista Nature Climate Change assinada por Luis Fernando Guedes Pinto, diretor de Conhecimento da Fundação SOS Mata Atlântica, e Mauricio Voivodic, diretor-executivo do WWF-Brasil, reforça a importância de que a restauração da Mata Atlântica também seja inserida na agenda climática mundial.

A emergência climática e o necessário aumento da ambição para combater o aquecimento global passou a exigir não somente o fim do desmatamento, mas também a restauração de ecossistemas em grande escala como uma das mais importantes soluções baseadas na natureza. Nesta que é a Década da ONU da Restauração de Ecossistemas (2021–2030), os autores ressaltam que, “no contexto da mitigação climática, é fundamental a conservação de florestas tropicais altamente ameaçadas e fragmentadas, portanto o caso da Mata Atlântica pode se tornar uma referência”.

“Interromper o desmatamento e restaurar ecossistemas são ações essenciais na luta contra as mudanças climáticas e para o sucesso da meta de 1,5ºC, estabelecida no Acordo de Paris”, escrevem os autores no periódico. “Devido à extensão da sua cobertura florestal, bem como à atual taxa de desmatamento, o Brasil desempenha um papel central na mitigação climática e tem uma grande oportunidade de contribuir por meio da interrupção do desmatamento e da restauração dos seus biomas florestais. Nesse sentido, a Mata Atlântica é um dos ecossistemas globais com maior prioridade de restauração, considerando-se os benefícios na conservação da biodiversidade, na mitigação das mudanças climáticas e nos custos da restauração.”

QUEREMOS CHEGAR À MARCA DE 12 MILHÕES DE HECTARES ESTEJAM RESTAURADOS OU EM RESTAURAÇÃO COM VEGETAÇÃO NATIVA ATÉ 2030, INCLUINDO ECOSSISTEMAS AQUÁTICOS.

Complexa, a tarefa de restauração de ecossistemas exige uma grande aliança ao redor do tema e não se limita a um único bioma. Temos participado de arranjos institucionais junto às instituições como o Pacto pela Restauração da Mata Atlântica, Articulação pela Restauração do Cerrado - Araticum, Aliança pela Restauração da Amazônia além de muitas outras para acelerar a restauração nos principais biomas do país. Juntos queremos chegar à marca de 12 milhões de hectares estejam restaurados ou em restauração com vegetação nativa até 2030, incluindo ecossistemas aquáticos. 

Complexa, a tarefa de restauração de ecossistemas exige uma grande aliança ao redor do tema e não se limita a um único bioma. Temos participado de arranjos institucionais junto às instituições como o Pacto pela Restauração da Mata Atlântica, Articulação pela Restauração do Cerrado - Araticum, Aliança pela Restauração da Amazônia além de muitas outras para acelerar a restauração nos principais biomas do país. Juntos queremos chegar à marca de 12 milhões de hectares estejam restaurados ou em restauração com vegetação nativa até 2030, incluindo ecossistemas aquáticos.

"Acho que viver em equilíbrio entre a produção de café e o meio ambiente em que vivemos traz um benefício não só para a nossa família, mas para todas as outras pessoas", Ellen Fontana, produtora de café especial em Socorro/SP.

Proprietários rurais que atuam na região da Mata Atlântica, entre os estados de São Paulo e Minas Gerais, estão contando com apoio técnico e suporte para restauração florestal em suas propriedades.

RAÍZES DO MOGI GUAÇU

O programa Raízes do Mogi Guaçu é uma cooperação de quatro anos firmada entre a International Paper e o WWF-Brasil que visa superar os conhecidos obstáculos, como a falta de apoio técnico à restauração com espécies nativas. A execução é feita pela Associação Ambientalista Copaíba e IFEAC, empresa júnior do Instituto Federal Sul de Minas - Núcleo Inconfidentes, referência em restauração ecológica. 

A expectativa dessa atuação em rede é que, até 2024, sejam restaurados pelo menos 200 hectares no entorno das nascentes e áreas ripárias do Rio Mogi Guaçu entre o Sul de Minas e São Paulo. O objetivo final é garantir condições para a provisão e resiliência hídrica das propriedades da região e da bacia hidrográfica como um todo.
 
A iniciativa está inserida na Década da Restauração de Ecossistemas, instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), que propõe a adoção de medidas que combatam a crise climática e a perda da biodiversidade, que impactam diretamente na segurança alimentar e hídrica. O programa também conta com a rede de articulação das coalizões do Conservador da Mantiqueira e Pacto pela Restauração da Mata Atlântica, no qual o WWF-Brasil faz parte do conselho, ambos com metas ambiciosas para restauração da Mata Atlântica, e que estão em constante troca e aprendizagem com os atores do projeto. 

CONHEÇA O RAÍZES DO MOGI GUAÇU

RAÍZES DO MOGI GUAÇU

O programa Raízes do Mogi Guaçu é uma cooperação de quatro anos firmada entre a International Paper e o WWF-Brasil que visa superar os conhecidos obstáculos, como a falta de apoio técnico à restauração com espécies nativas. A execução é feita pela Associação Ambientalista Copaíba e IFEAC, empresa júnior do Instituto Federal Sul de Minas - Núcleo Inconfidentes, referência em restauração ecológica.

A expectativa dessa atuação em rede é que, até 2024, sejam restaurados pelo menos 200 hectares no entorno das nascentes e áreas ripárias do Rio Mogi Guaçu entre o Sul de Minas e São Paulo. O objetivo final é garantir condições para a provisão e resiliência hídrica das propriedades da região e da bacia hidrográfica como um todo.

A iniciativa está inserida na Década da Restauração de Ecossistemas, instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), que propõe a adoção de medidas que combatam a crise climática e a perda da biodiversidade, que impactam diretamente na segurança alimentar e hídrica. O programa também conta com a rede de articulação das coalizões do Conservador da Mantiqueira e Pacto pela Restauração da Mata Atlântica, no qual o WWF-Brasil faz parte do conselho, ambos com metas ambiciosas para restauração da Mata Atlântica, e que estão em constante troca e aprendizagem com os atores do projeto.

CONHEÇA O RAÍZES DO MOGI GUAÇU

CONSERVAÇÃO DE ESPÉCIES

Aumenta população de onças-pintadas na região de Iguaçu

Ela é linda, ágil e inteligente. Espécie emblemática e reconhecida como maior felino das Américas, desenvolve um papel fundamental nas florestas, e por séculos tem sido cultuada como símbolo de força por inúmeros povos indígenas na América do Sul.

O censo populacional da região do Iguaçu (Parque Nacional do Iguaçu, Brasil, e Parque Nacional Iguazú, Argentina) aponta crescimento de indivíduos na região entre 2016 e 2019. O total estimado de onças-pintadas está entre 84 e 125. Em 2014 eram entre 51 e 84 e em 2016,entre 71 e 107 animais na região.

No lado brasileiro, apontava que em 2010 e 2013, haviam 15 onças-pintadas, em 2014, 20 animais. Em 2016 foram registrados 22 e em 2019 foram 28.

O aumento populacional é o resultado direto da cooperação internacional entre o WWF-Brasil, Fundación Vida Silvestre Argentina (FVSA), Parque Nacional do Iguaçu, Parque Nacional Iguazú, Projeto Onças do Iguaçu (Instituto Pró-carnívoros), Proyecto Yaguareté, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Conheça o plano regional de conservação

Aumenta população de onças-pintadas na região de Iguaçu

Ela é linda, ágil e inteligente. Espécie emblemática e reconhecida como maior felino das Américas, desenvolve um papel fundamental nas florestas, e por séculos tem sido cultuada como símbolo de força por inúmeros povos indígenas na América do Sul.

O censo populacional da região do Iguaçu (Parque Nacional do Iguaçu, Brasil, e Parque Nacional Iguazú, Argentina) aponta crescimento de indivíduos na região entre 2016 e 2019. O total estimado de onças-pintadas está entre 84 e 125. Em 2014 eram entre 51 e 84 e em 2016,entre 71 e 107 animais na região.

No lado brasileiro, apontava que em 2010 e 2013, haviam 15 onças-pintadas, em 2014, 20 animais. Em 2016 foram registrados 22 e em 2019 foram 28.

O aumento populacional é o resultado direto da cooperação internacional entre o WWF-Brasil, Fundación Vida Silvestre Argentina (FVSA), Parque Nacional do Iguaçu, Parque Nacional Iguazú, Projeto Onças do Iguaçu (Instituto Pró-carnívoros), Proyecto Yaguareté, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Conheça o plano regional de conservação

Saiba mais sobre a Mata Atlântica nos podcasts Tom da Mata e Barulho da Onça

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