“Foco é a retirada do óleo nas praias”, diz presidente do Ibama sobre o derramamento | WWF Brasil

“Foco é a retirada do óleo nas praias”, diz presidente do Ibama sobre o derramamento



17 outubro 2019    
Vazamento de óleo atinge todos os nove Estados do Nordeste
© Douglas Santos/WWF-Brasil
Por Douglas Santos

São Paulo - O presidente do Ibama, Eduardo Bim, afirmou na manhã de quinta-feira (17) que o cenário de derramamento de óleo no nordeste brasileiro é inédito no mundo. Segundo ele, as medidas tradicionais são ineficazes, não há indícios de quando devem parar de chegar novas manchas e ainda não há certeza sobre a origem do petróleo cru.

A Marinha segue a mesma linha do Ibama e diz que o caso é inédito. “Nós temos experiência de localizar submarinos embaixo da água, porém esta mancha de óleo navega em silêncio e não conseguimos captar com radares ou sonares”, afirmou o almirante Alexandre Rabello de Faria, chefe do Estado Maior do Comando de Operações Navais.

Victor Manoel Mariz, Procurador da República no Estado do Rio Grande do Norte (Ministério Público Federal), criticou a estratégia adotada. Segundo ele, falta de metodologia adequada não é justificação para a não ação. Isso não é argumento para não adotar medidas para minorar os danos.

Segundo Gilvan Dias dos Santos, diretor presidente da ADEMA - Administração Estadual do Meio Ambiente de Sergipe, se as barreiras não funcionam como deveriam não podemos ficar parados esperando as manchas chegarem e prejudicar as praias e os sistemas costeiros, temos que buscar diariamente soluções para o problema.

Ao ser questionado sobre a ativação do PNC, o presidente do Ibama disse que o plano foi acionado e está ativo. Mas não precisou a data nem informou quando a portaria deve ser publicada.

Segundo Victor Mariz, o PNC já deveria ter sido acionado nos primeiros dias. Até hoje as informações que se tem sobre o grupo são ínfimas e a atuação do PNC, se é que existe não é conhecida. O decreto de implementação do PNC prevê que o plano já deveria ter sido acionado. Alguns dos fatores de acionamento são justamente o fato de não se conhecer a origem poluidora, área de cobertura e tipo de locais atingidos.
 
Vazamento de óleo atinge todos os nove Estados do Nordeste
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