Pequenos, numerosos e desconhecidos nadadores

julho, 12 2009

A pesquisa sobre a ictiofauna, ou os peixes, da Floresta Nacional de Altamira foi feita basicamente em igarapés e outras pequenas áreas alagadas localizadas próximas às duas bases da expedição. Assim, a maior parte dos peixes encontrados é de pequeno porte, como tetras, piabas, lambaris, bagres, cascudos e peixes-elétricos.
A pesquisa sobre a ictiofauna, ou os peixes, da Floresta Nacional de Altamira foi feita basicamente em igarapés e outras pequenas áreas alagadas localizadas próximas às duas bases da expedição.

Assim, a maior parte dos peixes encontrados é de pequeno porte, como tetras, piabas, lambaris, bagres, cascudos e peixes-elétricos.

Os biólogos Rafael Pereira Leitão e Frank Raynner Vasconcelos Ribeiro, pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), responsáveis pela análise, encontraram igarapés com a mata ciliar bem preservada, o que é essencial para a sobrevivência dos peixes.

“Em ambientes como esse, de mata fechada, em que há pouca entrada de luz, a mata ciliar é a maior responsável pela entrada de nutrientes no igarapé”, esclarece Rafael Leitão.

Diariamente, algumas dezenas de peixes eram coletadas pela dupla de pesquisadores. Para eles, a quantidade pode ser sinônimo de diversidade. “Os peixes que encontramos aqui são pequenos e as diferentes espécies são muito parecidas entre si.

Portanto, precisamos levar uma boa amostra ao laboratório, para que seja possível classificar cada espécime coletado e identificar se há ou não espécies desconhecidas ou pouco estudadas pela ciência”, explicam os dois pesquisadores.

Rafael Leitão destaca que parte significativa dos peixes encontrados, como os tetras e os cascudos, tem potencial para o comércio de peixes ornamentais, utilizados em aquários. No entanto, para que isso seja possível, é indispensável um estudo específico, que determine se o manejo da espécie para comercialização pode ou não ser feito e como.

Leitão e Ribeiro ainda ressaltam que há boas chances de que sejam encontradas espécies novas porque as coletas foram feitas em uma área que nunca havia sido pesquisada e com alto índice de isolamento, em relação a outros cursos d’água já estudados na Amazônia.

Na primeira fase da AER, foi encontrado um caranguejo ainda desconhecido, que ainda está sendo estudado, mas que pode vir a ser confirmado não só como uma espécie nova, mas como um novo gênero.
Pesquisadores coletam peixe em alagado.
© WWF-Brasil / Alex Silveira
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