Árvores de alto a baixo

12 julho 2009

Durante a expedição à Flona de Altamira, uma equipe de botânica do Museu Paraense Emílio Goeldi, pode pela primeira vez, pesquisar uma área por terra, como costuma fazer, e pelo céu, graças ao apoio do helicóptero do Exército Brasileiro.
A equipe de botânica da expedição foi composta por três dos mais experientes pesquisadores do Museu Paraense Emílio Goeldi. O agrônomo e ecólogo Dário Dantas do Amaral, o biomédico Antônio Sérgio Lima da Silva e o técnico em botânica Carlos da Silva Rosário pesquisam juntos as plantas que compõem a floresta amazônica há mais de 20 anos.

Durante a expedição à Flona de Altamira, os três puderam, pela primeira vez, pesquisar uma área por terra, como costumam fazer, e pelo céu, graças ao apoio do helicóptero do Exército Brasileiro.

No dia 21 de junho, um domingo, depois de uma semana de pesquisas nas três trilhas da base 1 da expedição, a equipe de botânica embarcou no helicóptero Cougar para fazer um sobrevoo que abrangeu toda a extensão da Floresta Nacional de Altamira.

Durante quase duas horas, os três pesquisadores puderam observar a floresta do alto, para identificar as diferentes tipologias de vegetação.

Enquanto as araras sobrevoavam a copa das árvores, os pesquisadores voavam mais alto para mapear, com a ajuda de um GPS, os pontos em que há floresta densa e floresta aberta.

Esses dados são indispensáveis para que sejam definidas as áreas destinadas à exploração de madeira, que normalmente ocorre em locais de floresta densa, e as áreas que devem ser mantidas preservadas. “Encontramos um maciço de floresta densa muito íntegro e várias tipologias de floresta diferentes, com limites muito aparentes”, descreve Dário do Amaral.

Os pesquisadores explicam que a florestas densas são aquelas em que as copas das árvores se entrelaçam, e que as florestas abertas são aquelas em que as árvores têm copas mais distantes umas das outras.

Como isso é determinante para a quantidade de luz que penetra a floresta, em florestas densas e abertas são encontradas diferentes espécies de plantas e animais.

Entre as espécies encontradas na flona estão o cedro, a andiroba, a castanheira, a maçaranduba e o jatobá. “Em uma área escarpada, com altitude maior e pedra aparente, encontramos mandacaru”, conta Amaral.
Do alto, os pesquisadores de botânica encontraram áreas desmatadas no sul da flona.
© WWF-Brasil / Alex Silveira
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