Programa Marinho faz parceria criativa em prol da Baía de Guanabara | WWF Brasil

Programa Marinho faz parceria criativa em prol da Baía de Guanabara



18 março 2015    
Cadeiras e outros utensílios estão entre as ideias de produtos para reaproveitar o resíduo plástico.
© The Plastic Soup
A segunda maior baía do litoral brasileiro possui 380 km² de extensão e é também um dos ícones do Rio de Janeiro. A famosa Baía de Guanabara está presente em praticamente 16 municípios e vem sofrendo impactos consideráveis devido ao crescimento demográfico. Um deles é o acúmulo de lixo. Segundo o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) do Rio, a Baía recebe em torno de 100 toneladas diárias de resíduos sólidos.

Pensando em uma forma de reduzir o lixo plástico despejado, chamar a atenção para resolução do problema e, ao mesmo tempo, beneficiar as comunidades locais (tanto em relação às condições de saúde quanto por meio de ganhos econômicos), o WWF-Brasil e o WWF - Holanda estão realizando, em conjunto com a Plastic Soup Foundation, um projeto na Baía de Guanabara.

Para dar início ao escopo do projeto, as organizações promoveram o “Designer´s Day” nos dias 5 e 7 de março. Um encontro de profissionais no Rio que discutiu conceitos para criar e desenvolver, de forma conjunta, conceitos de produtos que utilizem matéria prima proveniente do plástico flutuante retirado da Baía de Guanabara. Os produtos deverão ter viabilidade econômica, técnica e social, e contribuir para o debate sobre a questão da poluição marinha.

“Esse projeto abrange o desenvolvimento de um piloto que aborda o recolhimento de resíduos plásticos nas comunidades, o tratamento dos resíduos, e a sua transformação em produtos de consumo funcional e comercializável, projetados por designers brasileiros e internacionais. Ele deverá funcionar como alavanca para recolocar a questão da poluição da Guanabara na agenda pública”, explica a Anna Carolina Lobo, coordenadora do Programa Mata Atlântica que lidera essa parceria.

O corpo de 14 designers (12 brasileiros e dois holandeses) estudaram oportunidades geradas pelos Jogos Olímpicos de 2016 e reviram os designs criados no evento homônimo realizado na Holanda em 2014. “Os designs criados serão apresentadas em uma exposição em conjunto com o Instituto Mar Adentro, que acontece no próximo domingo (22/03) no Posto 6 na praia de Ipanema. Os próximos passos serão escolher os designs mais viáveis, realizar o estudo de viabilidade técnica, econômica e social e iniciar a produção”, finaliza Lobo.
 
Cadeiras e outros utensílios estão entre as ideias de produtos para reaproveitar o resíduo plástico.
© The Plastic Soup Enlarge
Os produtos deverão ter viabilidade econômica, técnica e social, e contribuir para o debate sobre a questão da poluição marinha.
© WWF-Brasil / Fabrício Scarpeta Enlarge
O corpo de 14 designers (12 brasileiros e dois holandeses) estudaram oportunidades geradas pelos Jogos Olímpicos de 2016
© WWF-Brasil / Mikael Castro Enlarge
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