Setor de Papel & Celulose e a restauração ecológica | WWF Brasil

Setor de Papel & Celulose e a restauração ecológica



09 dezembro 2019    
Área de conservação ambiental próximo ao plantio de eucaliptos no estado de São Paulo.
© Adriano Gambarini / WWF Brasil
Em 2015, durante a realização da Conferência sobre Mudanças Climáticas de Paris, o Brasil assumiu o compromisso de restaurar e reflorestar 12 milhões de florestas até 2030, para múltiplos usos. Para atingir a meta, tornou-se imprescindível criar sinergias entre os setores público e privado, além de ONGs e instituições acadêmicas, para apoiar produtores e empresas nesta difícil missão.
 
Pioneiro, o setor de Papel e Celulose vem atuando, nas últimas décadas, de forma crescente, ativa e estratégica, no que se refere à restauração, em larga escala, de florestas e ecossistemas associados. A experiência do trabalho em campo vem fornecendo valiosas lições, compartilhadas através de diferentes plataformas e replicadas em paisagens ao redor do mundo.
 
Uma dessas plataformas é a Nova Geração de Plantações Florestais (NGP), instituída em 2007 pela WWF. Tendo a Suzano como signatária, a NGP reúne as principais empresas do setor, que, somadas, são responsáveis por mais de 10 milhões de hectares. Cerca de metade dessa área é utilizada para plantações de eucalipto – majoritariamente em áreas degradadas -, sendo o restante reservado para conservação.
 
Neste contexto, o WWF-Brasil e a Suzano fazem parte das coalizões do Pacto pela Restauração da Mata Atlântica, rede de atores públicos, privados que visa a recuperação de 15 milhões de hectares até o ano de 2050, e do Diálogo Florestal, organização independente com mais de 10 anos e que promove a interação entre representantes de empresas, organizações ambientalistas e movimentos sociais.
 
Ações que viram lições - Ambas as instituições também deram início, em 2016, a um acordo de cooperação técnica no estado de São Paulo para estabelecer estratégias com o objetivo de restaurar, conservar a biodiversidade e promover o uso sustentável dos recursos naturais dos biomas Mata Atlântica e Cerrado.
 
Parte das ações previstas pelo acordo é a confecção de um Guia de Referência para projetos de restauração ecológica de baixo custo. A iniciativa conta com a parceira a Casa da Floresta Assessoria Ambiental, que apoiou a Suzano entre 2014 e 2017 no programa de recuperação da vegetação nativa nas Áreas de Preservação Permanente (APPs) presentes nas 101 fazendas da empresa em território paulista (até 2018).
 
O Guia de Referência apresenta os benefícios ambientais, sociais e econômicos da restauração ecológica, detalha como a Suzano vem trabalhando na recuperação de mais de 4.000 hectares de APPs e compartilha com os produtores rurais diversas lições aprendidas pela companhia em seus projetos de recomposição da vegetação nativa no estado de São Paulo.
 
“Com este material, esperamos ajudar produtores de diferentes tamanhos a implantar projetos de recuperação vegetal mais eficientes e de baixo custo. Pretendemos que este Guia sirva como referência para produtores rurais, sobretudo os pequenos, e também a técnicos extensionistas, consultorias, entidades ambientalistas e de agricultores, órgãos públicos e funcionários de empresas de produção florestal que atuam nas áreas de conservação e restauração ecológica”, declara Daniel Venturi, analista de conservação do WWF-Brasil.
 
“Acreditamos que os setores necessitam trabalhar juntos na co-criação de projetos e iniciativas que ampliem a escala da restauração no Brasil. É preciso fortalecer a governança local, inovar nos arranjos para restaurar florestas e trabalhar conjuntamente para que se recuperem paisagens mais resilientes para as pessoas, setores produtivos e para a biodiversidade”, completa João Carlos Augusti, gerente de Meio Ambiente e Governança da Sustentabilidade da Suzano S.A.
Área de conservação ambiental próximo ao plantio de eucaliptos no estado de São Paulo.
© Adriano Gambarini / WWF Brasil Enlarge
Capa do Guia de Restauração
© reprodução Enlarge
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