Conheça mais sobre a história das mudanças climáticas



20 março 2015    
Surgimento da Hora do Planeta é marco na luta contra as mudanças climáticas
© WWF
Durante discurso que aparece entre as imagens do vídeo oficial da Hora do Planeta 2015, o presidente dos Estados Unidos Barak Obama alertou que “nós somos a primeira geração a sentir o impacto das mudanças climáticas, e a última que pode fazer alguma coisa a respeito”. Daí a relevância de uma iniciativa como a Hora do Planeta, o maior ato global contra as mudanças climáticas, que justamente envolve milhares de pessoas no mundo todo em torno dessa causa. Criado em 2007, na cidade de Sidney (Austrália), o movimento chegou ao Brasil em 2009 e tem realizado importantes conquistas na luta contra o fenômeno que coloca em risco a vida no planeta. Veja algumas datas importantes:

1988 – O físico James Hansen, da agência norte-americana Nasa, é o primeiro cientista a ser chamado para testemunhar sobre o aquecimento global, no Congresso dos Estados Unidos. Na ocasião, o acadêmico afirmou que efeitos do aquecimento global já podiam ser notados.

1992 – É realizada a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, no Rio de Janeiro. Conhecido também como Cúpula da Terra ou Eco-92, o encontro reuniu mais de 100 chefes de Estado para debater formas de desenvolvimento sustentável – um conceito relativamente novo na época. 

1995 – O segundo relatório do IPCC (sigla em inglês para Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) conclui que há “uma discernível influência humana no clima”. 

1997 – Países assinam o Protocolo de Kyoto, primeiro acordo internacional com metas claras para redução de emissões. Mais tarde, os Estados Unidos se negam a ratificar o acordo.

1998 – O climatologista Michael Mann publica estudo com o gráfico conhecido como “taco de hóquei”, que mostrou um aumento desproporcional na temperatura do planeta nas décadas recentes em comparação ao último milênio.

2007 – A Hora do Planeta acontece pela primeira vez em Sidney, na Austrália, como uma iniciativa do WWF local. Já naquele ano, mais de dois milhões de pessoas participam da ação.

2009 – A Cúpula do Clima de Copenhague falha em seu objetivo de obter a assinatura de um novo acordo global concreto contra as mudanças climáticas. Por aqui, acontece a primeira edição da Hora do Planeta, realizada pelo WWF-Brasil. A estreia superou todas as expectativas de adesão e visibilidade, com a participação de 113 cidades (sendo 13 capitais), 1.167 empresas, 527 organizações, 58 veículos de comunicação e milhares de pessoas registradas no site. 

2014 – A Hora do Planeta no Brasil bate o recorde de participação de cidades brasileiras, com a adesão de 144 municípios (24 deles capitais), em todas as regiões do País. O Monumento às Bandeiras, em São Paulo; o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro; a Esplanada dos Ministérios, o Congresso Nacional e o Palácio do Planalto, em Brasília; e a Igreja São Francisco de Assis (Igrejinha da Pampulha), em Belo Horizonte, foram alguns dos 627 ícones que foram apagados de Norte a Sul do Brasil por sessenta minutos.

2012 – A Rio+20, sediada no Rio de Janeiro, termina com o documento “O Futuro que Queremos”, que destaca aspectos sociais e ressalta o esforço conjunto dos líderes globais para o combate à pobreza e à fome, a proteção das florestas, dos oceanos e da biodiversidade, e o incentivo à agricultura e à energia sustentável.

2015 – Com a concentração de gás carbônico em 400 ppm (parte por milhão), países articulam um novo acordo do clima, a ser assinado em dezembro em Paris, durante a 21a Conferência das Partes (COP) da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCC, na sigla em inglês).  
Surgimento da Hora do Planeta é marco na luta contra as mudanças climáticas
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