Aripuanã: história marcada por conflitos entre garimpeiros e indígenas



23 agosto 2011    
Rio Guariba, durante a Expedição Guariba-Roosevelt 2010.
Rio Guariba, durante a Expedição Guariba-Roosevelt 2010.
© WWF-Brasil/Juvenal Pereira
Por Jorge Eduardo Dantas de Oliveira

A Reserva Extrativista Guariba-Roosevelt, uma das unidades de conservação visitadas na Expedição Guariba-Roosevelt, tem uma porção de seu território situada no município mato-grossense de Aripuanã. A cidade foi criada em 1943, com o desmembramento da antiga cidade de Alto Madeira. Na ocasião, o controle da área era disputado pelos Estados de Mato Grosso e Rondônia.

Aripuanã foi idealizada como uma colônia agrícola e sua história é marcada por conflitos entre garimpeiros, seringueiros e os indígenas que viviam na região. Hoje, estima-se que existam apenas 500 Cintas-Largas e Araras na cidade, habitando as Terras Indígenas Aripuanã, Serra Morena e Arara Rio Branco. De acordo com o Mapa da Violência no Brasil 2007, publicado pela Organização dos Estados Íbero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEA), Aripuanã ocupa a 8ª posição entre as cidades mais violentas do País, com um índice de 98,2 homicídios para cada grupo de 100 mil habitantes. A média nacional é de 27 homicídios para cada 100 mil habitantes.

Em seus primeiros anos de existência, a cidade mantinha uma relação de dependência do Estado do Amazonas quando se tratava de comércio, comunicação e serviços públicos de melhor qualidade. Nesta época, a ausência de infra-estrutura era grande e densidade demográfica, baixíssima.
 
Atualmente, a cidade possui população estimada em 20,5 mil habitantes, segundo dados de 2009 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Sua área total é de 24 mil quilômetros quadrados e a distância até Cuiabá é de 1.080 quilômetros.

Rio Guariba, durante a Expedição Guariba-Roosevelt 2010.
Rio Guariba, durante a Expedição Guariba-Roosevelt 2010.
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