WWF-Brasil/Ibope alertam: classe alta brasileira consome três planetas Terra



05 junho 2008
Qual é o tamanho da sua pegada ecológica?
© © Chris Martin BAHR / WWF
Se todos no mundo adotassem o mesmo padrão de consumo das classes A e B brasileiras, seriam necessários três planetas Terra para repor os recursos naturais utilizados. Atualmente, segundo o relatório Planeta Vivo, da Rede WWF, a população mundial já consome em média 25% a mais do que a terra é capaz de repor.

No Dia Mundial do Meio Ambiente (5/6), a ONG ambientalista WWF-Brasil divulgou uma pesquisa realizada pela organização em parceria com o Ibope, que reúne dados sobre os hábitos de consumo do brasileiro.

A pesquisa nacional tem por objetivo identificar tendências de comportamento e qualidade de consumo do brasileiro e os impactos que esses padrões geram sobre o meio ambiente e, também, identificar avanços para um consumo consciente da sociedade brasileira.

A reunião destes dados gera, ainda que não de forma exata, o que se chama de Pegada Ecológica, ou seja: os rastros que os humanos deixam sobre o meio ambiente (veja link ao lado).

A pesquisa traz informações valiosas, inclusive para orientar as políticas públicas (de transportes, tratamento de resíduos sólidos, energia, por exemplo).

Perguntas envolvendo o comportamento do brasileiro em casa com relação à destinação do lixo, uso de energia elétrica, água, além de hábitos de consumo em supermercados e alimentação, e tipo de domicílio, número de pessoas vivendo sob o mesmo teto, etc. são dicas importantes para o planejamento das cidades e dos modelos de produção e desenvolvimento adotados no país.

Sinal amarelo
A secretária geral do WWF-Brasil, Denise Hamú, avalia não somente os governos, mas as organizações não-governamentais, iniciativa privada e os cidadãos individualmente têm papel fundamental no equilíbrio necessário entre o consumo e a reposição de recursos pela natureza. Entretanto, Hamú destacou que campanhas como a do ‘apagão’ levam a resultados positivos de longo prazo, dado que se verificou nesta pesquisa.

“Todos estes indicadores podem ser melhorados com campanhas governamentais. Entretanto, é preciso que elas não sejam espasmódicas nem reativas, mas propositivas e cadenciadas, para obter resultados permanentes”.

Dentro de um outro escopo, Irineu Tamaio, coordenador do Programa Educação para Sociedades Sustentáveis, do WWF-Brasil, destaca aspectos positivos na mudança de comportamento do brasileiro em relação às questões ambientais. “Vinte e cinco por cento dos entrevistados afirmam que separam seu lixo para reciclagem, mas percebe-se deficiência por parte dos serviços públicos na infra-estrutura adotada nas cidades para implementar a coleta seletiva, já que estes entrevistados não indicam destinação para o material”, pondera.

Veja a íntegra do documento no link ao lado.
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© © Chris Martin BAHR / WWF Enlarge
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