No Dia Mundial das Cidades, conecte-se com o que há de melhor onde você vive | WWF Brasil

No Dia Mundial das Cidades, conecte-se com o que há de melhor onde você vive

29 Outubro 2019
Atualmente, cerca de 70% das pessoas do planeta vivem em cidades no mundo. No Brasil, este número já chega a 80% e a previsão é que essa porcentagem aumente ainda mais nos próximos anos. Como resultado, as cidades respondem por 65% da demanda global de energia e são responsáveis ​​por 75% das emissões globais de dióxido de carbono. Ao mesmo tempo, 9 em cada 10 pessoas no mundo respiram ar poluído.

Preservar a natureza e usufruir do bem-estar relacionado é algo que não pode estar dissociado da vida urbana. Pessoas precisam de ar limpo, saneamento básico, rios saudáveis e qualidade de locomoção onde elas vivem. As cidades são sinônimo de praticidade, de desenvolvimento, trocas culturais mas precisam da natureza dentro e ao redor delas para prosperar.

Neste #DiaMundialdasCidades, comemorado em 31 de outubro, o WWF convida as pessoas do mundo todo a comemorar os benefícios que a natureza nos proporciona nas cidades em que vivemos. Que tal aproveitar esta data para reconhecer iniciativas, pessoas e organizações que investem nas cidades com natureza? Fazer a nossa parte para manter nossa casa verde é um dos preceitos de estar #ConectadoNoPlaneta.

Você pode participar de forma simples, abrindo os olhos para sua cidade. O que de bom ela tem e o que precisa melhorar? É esse o convite que nós, do WWF-Brasil, fazemos neste Dia Mundial das Cidades. Olhe para a sua cidade com outros olhos, enxergando realmente os problemas e, principalmente, as belezas e poste nas suas redes sociais marcando o WWF-Brasil e as hashtags #DiaMundialdasCidades e #VidaUrbanaeSaudavel. Vale foto de ciclovia, de transporte público, de parques, hortas urbanas, telhados verdes e o que mais fizer sentido. Enxergar desafios e oportunidades é o primeiro passo. Depois, você pode aproveitar algumas dicas do final deste texto – ou participar de alguma das iniciativas que você descobriu fotografando – e fazer a sua pequena mudança.

As cidades e as emissões
As cidades de todo o mundo estão na linha de frente da crise climática, sentindo os impactos de temperaturas recordes, aumento do nível do mar e de eventos extremos. Enquanto nos Estados Unidos a Califórnia enfrenta por mais um ano os enormes incêndios que só estão começando e a Europa sofre com recordes positivos e negativos de temperatura, o Brasil sofre cada vez mais com tempestades e secas, gerando transtornos para a agricultura e a população.

Para evitar ou amenizar problemas como esses, precisamos reconhecer que as pequenas ações que tomamos hoje são fundamentais para garantir um futuro sustentável, próspero e saudável para todos que chamam este planeta de lar.

No WWF-Brasil, algumas iniciativas, seja no campo ou na cidade, buscam tornar a vida na cidade mais saudável. Alguns exemplos são o Pacto em Defesa das Cabeceiras do Pantanal, uma aliança entre diferentes setores da sociedade para a conservação das cabeceiras do Pantanal que visa o abastecimento hídrico do bioma, bem como dos 25 municípios da região, no Mato Grosso; Campanha Sem Desperdício, que trabalha a conscientização da população para o consumo consciente, diminuindo o uso desnecessário de recursos e a geração exacerbada de resíduos; a disseminação da energia solar renovável, como é o caso do Selo Solar (voltado à população geral) ou do projeto Brasília Solar (em que fomos parceiros do governo do distrito Federal); e o reconhecimento e incentivo a governos subnacionais a incorporarem sustentabilidade, como é o caso do Desafio das Cidades (iniciativa do WWF global, em parceira com o Iclei).

Bons exemplos ao redor do mundo
No #DiaMundialdasCidades, vamos nos inspirar em exemplos como estes e trabalhar juntos para criar espaços urbanos sustentáveis ​​e resilientes que forneçam segurança e oportunidades para todos.
Uma ideia interessante é o conceito de cidades esponja, desenvolvido pelo arquiteto chinês Kongjian Yu, que está projetando cidades mais verdes que podem absorver a água da chuva, em vez de drená-la. Ao restaurar as margens dos rios e áreas úmidas, ele mostra que é possível construir terraços ecológicos por meio de tecnologias inovadoras, criando cidades que fluem em harmonia com a água.

O investimento em saúde e educação em todo o mundo é outro ponto importantíssimo para auxiliar na conscientização da população global e na redução da tensão nos recursos.

Aqui na América Latina, um dos destaques nesta área é a prefeitura de Independencia, na cidade de Santiago, no Chile. A prefeitura se comprometeu a reduzir suas emissões em 30% até 2030, em relação aos níveis de 2015. Para aumentar a conscientização, está construindo um parque  sustentável com viveiro, espaços de lazer e jardins urbanos em um dos bairros mais populosos da cidade. O parque será projetado para educar moradores de todas as idades sobre sustentabilidade e dará conselhos práticos para ajudá-los a fazer escolhas ambientais responsáveis. Está programado para incluir uma escola maternal, jardins urbanos, espaços de lazer e muito mais. Não é à toa que a prefeitura levou o prêmio de votação nacional da campanha Nós Amamos as Cidades (We Love Cities) do Desafio das Cidades pelo Planeta.

A cidade de Uppsala, na Suécia, foi finalista no One Planet City Challenge 2018. A cidade, que tem o carvão como principal fonte energética, tem como objetivos tornar-se livre de combustível fóssil até 2030; contribuir para a recuperação ecológica global.

O que você pode fazer?
Soluções sustentáveis ​​para alguns dos nossos maiores desafios são a única maneira de construir um futuro melhor. Então, que tal começar com pequenos passos?

A escolha pelo uso do transporte público ou por de meios de mobilidade ativa (como bike, caminhada, skate) ajuda não só na qualidade de ar, como na redução das emissões de gases de efeito estufa e na diminuição do sedentarismo.

O incentivo à criação de áreas verdes ajuda a amenizar a temperatura, atraem biodiversidade, melhoram a qualidade do ar e reduz o ruído das ruas. Os jardins e hortas urbanos mantêm as pessoas ativas, ajudam a aliviar o estresse e aumentam nosso senso de bem-estar.

O uso consciente de recursos, como água ou energia, é importantíssimo também para uma vida com qualidade nas cidades, evitando a possibilidade de racionamentos ou mesmo os altos valores nas respectivas contas. A coleta de água de chuva, muito popular há alguns anos em São Paulo, é uma iniciativa simples que contribui para economizar água, assim como o reaproveitamento da água da máquina de lavar.

A proteção de florestas e nascentes, mesmo fora das cidades, tem relação direta com a água que chega nas nossas torneiras. No litoral, os manguezais podem atuar como amortecedores naturais entre o mar e a terra, reduzindo as inundações.

Nos centros urbanos, paredes e telhados verdes ajudam a reduzir os custos de refrigeração e a aliviar os efeitos das mudanças climáticas, como as ondas de calor.

E essas são só algumas das possibilidades de tornar a nossa vida nas cidades uma vida saudável. Mas, para isso, é necessário a colaboração de todos. E, você, vai participar? #VidaUrbanaeSaudável #ConectadonoPlaneta

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