Nota de repúdio à violência contra ambientalistas



07 agosto 2013    
Caçador exigindo dos ambientalistas que entregassem suas câmeras. O rosto do agressor foi coberto por tarja preta por orientação do advogado dos ambientalistas.
© Miriam Prochnow / Apremavi

O WWF-Brasil vem a público declarar seu repúdio e sua indignação contra os atos recentes de violência contra ambientalistas, registrados nos estados de Santa Catarina e do Rio de Janeiro.

No último fim de semana, o casal Wigold Schaffer e Miriam Prochnow, da Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi), foram agredidos e feitos reféns sob mira de arma de fogo e ameaçados de morte por por um caçador quando percorriam sua propriedade em Atalanta (SC).

E nessa terça (6), o biólogo espanhol Gonzalo Alonso Hernandez foi encontrado morto em Rio Claro, no sul fluminense. Seu corpo foi encontrado boiando perto de uma cachoeira, com tiros na cabeça, no Parque Estadual Cunhambebe (Distrito de Lídice). Ele morava há mais de dez anos em um sítio na região, onde atuava contra caçadores e palmiteiros ilegais.

Ameaças, violência e assassinatos de ambientalistas, infelizmente, se tornaram recorrentes e crescentes em todo o país. Campanhas para enfraquecer a legislação ambiental e desmoralizar setores da sociedade civil mobilizados na sua defesa só agravam esta tendência.

Em pleno Século 21, pessoas que lutam para o bem comum de todos os brasileiros, de hoje e das futuras gerações, ainda são brutalmente hostilizados e atacados em nome de um modelo de progresso ultrapassado, arrogante e cego, e que, comprovadamente, degrada e empobrece os ecossistemas e exaure seus recursos.

Diante desses graves fatos, o WWF-Brasil espera uma investigação rápida e efetiva, bem como a punição exemplar dos responsáveis. Também é recomendável a imediata proteção oficial a suas famílias e de todos os demais ambientalistas ameaçados, evitando assim possíveis represálias e novas mortes.

Caçador exigindo dos ambientalistas que entregassem suas câmeras. O rosto do agressor foi coberto por tarja preta por orientação do advogado dos ambientalistas.
© Miriam Prochnow / Apremavi Enlarge
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