WWF-Brasil realiza workshop sobre MDL em São Paulo



06 dezembro 2006
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Especialistas em Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) estarão reunidos nos dias 7 e 8 de dezembro, na Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo, para participar do primeiro workshop sobre como obter a certificação Gold Standard em projetos de MDL no Brasil.  

No Brasil, ainda não há projetos certificados pelo selo. Por isso, o WWF-Brasil, em parceria com o IT Power, a Fundação Gold Standard e o Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas (FGV-CES) estão realizando o treinamento em São Paulo. Além da divulgação do selo, o objetivo é também chamar a atenção para o potencial brasileiro de obter esta certificação. Durante esses dois dias, alguns projetos selecionados receberão consultoria para adotar a metodologia proposta.

O objetivo principal dos projetos de MDL é reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa. Mas, para compreender melhor o que isso significa é preciso voltar ao ano de 1997, quando a comunidade internacional fechou um acordo para reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa, o Protocolo de Quioto. Neste mecanismo da Convenção do Clima, os países desenvolvidos têm até 2012 para reduzir suas emissões em 5,2% tomando como base o ano de 1990. Além de cortar localmente suas emissões, os países desenvolvidos podem também comprar uma parcela de suas metas em créditos de carbono gerados em projetos em outros países. A Implementação Conjunta garante créditos obtidos de países desenvolvidos e o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) permite que estes créditos venham de países em desenvolvimento, como o Brasil.

O MDL é visto com grande interesse pelo Brasil, pois além de incentivar a implantação de projetos que reduzem as emissões dos gases do efeito estufa, colabora com o desenvolvimento sustentável. A principal vantagem para os países desenvolvidos é a possibilidade de atingirem suas metas com menores custos, pois reduzir uma tonelada de carbono em países em desenvolvimento custa mais menos do que em países desenvolvidos.

É aí que o Brasil, hoje em segundo lugar em número de projetos de MDL no mundo, pode fazer a diferença. O imenso potencial brasileiro de produzir energia sustentável poderia se traduzir em reduções de nossas emissões de gases do efeito estufa. O estudo “Agenda Elétrica Sustentável 2020”, do WWF-Brasil e parceiros, lançado em setembro deste ano, aponta para um potencial de redução de até 413 milhões de toneladas de CO2 acumuladas durante o período de 2004 a 2020 só com a geração elétrica sustentável.

Entretanto, as regras do MDL para o quesito desenvolvimento sustentável podem ser demasiadamente flexíveis, variando de país para país. Para auxiliar as autoridades nacionais com critérios e garantir ganhos concretos em desenvolvimento sustentável, várias organizações não governamentais de renome internacional, dentre elas a rede WWF, se reuniram e desenvolveram a certificação independente Gold Standard: um selo de garantia das melhores práticas em projetos de MDL.

São elegíveis para a certificação Gold Standard apenas projetos de energias renováveis e eficiência energética, pois garantem o benefício ambiental de longo prazo ao país sede e ao clima do planeta. Em suma, o Gold Standard, hoje apoiado por 42 ONGs, é semelhante a outras certificações ambientais: mostra aos compradores, aos investidores, ao governo e à sociedade que os projetos garantidos pelo selo possuem clara preocupação com o meio ambiente e com o desenvolvimento sustentável.
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