Exposição mostra área inexplorada da Amazônia



23 março 2006
Sessenta e quatro fotos de uma área pouco explorada pelo homem estão sendo exibidas pelo WWF-Brasil na 8ª Conferência das Partes (COP8) da Convenção sobre Diversidade Biodiversidade (CDB), que vai até o dia 31 de março, em Curitiba. As fotos foram tiradas em 2005, durante a Expedição ao rio Jari - Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, no Amapá.

Para criar o clima de floresta, artesãs da Amazônia confeccionaram 22 mil folhas em fibra natural de tururi e amarraram cinco mil gravetos num fio de algodão encerado. Os troncos e galhos utilizados na ambientação foram recolhidos das margens do rio Amazonas ou de podas de árvores do Parque Zoobotânico de Macapá e da área urbana da capital. Folhas, gravetos e cipós foram recolhidos de áreas de mata próximas a Macapá.

A expedição percorreu durante três semanas o médio e o alto curso do rio Jari, dentro do Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque , a maior área protegida em faixa tropical do mundo. Fronteira natural entre os estados do Amapá e Pará, o rio Jari é a principal via de penetração a uma das regiões mais remotas da Amazônia, que até a década de 1960 era controlada por povos indígenas da região. Segundo informações de Christoph Jaster, chefe do Parque, esse pedaço do rio Jari foi percorrido até seu alto curso predominantemente por índios e por garimpeiros.

A primeira expedição moderna de caráter exploratório pelo Jari foi empreendida por um grupo enviado pela Alemanha nazista que, com o apoio do governo brasileiro, percorreu a região entre 1935 e 1937, coletando informações sobre fauna, flora e culturas indígenas. Essa viagem resultou no livro "Mistérios da caverna na floresta virgem" (Rätsel der Urwaldhölle, no original em alemão), escrito por Schulz-Kamphenkel, que descreve detalhes da incursão por esse inóspito pedaço da Amazônia brasileira.
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