Hora do Planeta



Perguntas e Respostas


Contexto

Não há dúvidas sobre o aumento da concentração de gases de efeito estufa na atmosfera, que tem como um dos seus efeitos o aquecimento global. Os últimos relatórios do IPCC apontam as causas, conseqüências e desafios para estabilizar o aumento médio da temperatura global em 2oC, evitando dessa forma, o cenário pessimista, devastador e até mesmo imprevisível com relação às consequências negativas na economia, no desenvolvimento e estabilidade social e na alteração dos processos naturais.

Mudanças climáticas são um fenômeno constante e sempre ocorreu no planeta. A diferença é que, agora, há um aumento de concentração dos gases de efeito estufa – como o CO2 – na atmosfera, sendo que o aumento desses gases é provocado pela ação do homem.

Essa mudança começa com a Revolução Industrial durante o século XVIII. Historicamente, os países ditos desenvolvidos foram os grandes responsáveis pelo aumento da concentração dos gases de efeito estufa.

Mais recentemente, os países de economia emergente, como o Brasil, China e Índia, têm contribuído significativamente na emissão desses gases. Portanto, é fundamental que se estabeleçam responsabilidades comuns, porém, diferenciadas.

Atualmente, o Brasil é o 4º maior emissor de gases de efeito estufa. As queimadas e o desmatamento – especificamente o desmatamento na Amazônia – são as grandes fontes de emissão desses gases.
Para reverter esse quadro no país, é fundamental zerar o desmatamento.

Em 2007, o movimento ambientalista lançou o “Pacto pela Valorização da Floresta e pelo Fim do Desmatamento na Amazônia”, busca estabelecer um amplo compromisso entre sociedade civil, poder público e setor privado para garantir a conservação da floresta Amazônica.

Essa e outras iniciativas que contribuam para estancar o desmatamento contribuirão decisivamente, também, para que o Brasil faça a sua lição de casa no que diz respeito ao combate contra o aquecimento global. Por outro lado, a Amazônia tem uma importância mundial que vai além da sua grande biodiversidade e reservas hídricas, atuando, também, como uma prestadora de serviço ambiental global, ajudando na estabilidade do clima.

Outros países também têm que fazer a sua parte, especialmente os do Hemisfério Norte, como os Estados Unidos e os países da Europa, e dar continuidade à primeira fase do Protocolo de Kyoto, que expira em 2012.

Este ano de 2009 é fundamental para avançarmos na construção desse novo acordo, que pode acontecer em dezembro na cidade de Copenhagen. Tal acordo já é considerado por muitos como o mais importante para a humanidade desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

Para isso, é muito importante a mobilização da sociedade mundial, pressionando os chefes de governo para que haja sucesso na reunião de Copenhagen, e esse novo acordo global de clima seja um instrumento eficiente para estabilizar a emissão de gases de efeito estufa e o aumento da temperatura média global em 2oC.

O que é a Hora do Planeta?
• No dia 28 de março, entre 20h30 e 21h30, milhões de lares, milhares de ruas, centenas de monumentos, bairros e cidades ao redor do mundo apagarão suas luzes. A “Hora do Planeta” é uma forma que a Rede WWF encontrou para engajar e mobilizar a sociedade para manifestar – por meio de uma ação simbólica e emblemática – a sua preocupação com o aquecimento do planeta. Localmente, também tem por objetivo alertar para o problema do desmatamento e das queimadas, principais fontes emissão de gases de efeito estufa no Brasil.

• Em nível global, a Hora do Planeta é uma das ações que serão desenvolvidas pela Rede WWF para que a população se manifeste de forma a influenciar as autoridades mundiais rumo à assinatura de um Acordo Global de Clima, em Copenhagen, no mês de dezembro.
Porque apagar as luzes?

• Porque é um gesto simples e de visibilidade que pode ser adotado em todo o planeta. Apagar a luz, no nosso caso, é sinalizar que como brasileiros estamos preocupados com o aquecimento do planeta e queremos dar nossa contribuição para a solução do problema, combatendo o desmatamento.

• Apagando a luz por 60 minutos, a população poderá demonstrar o quanto valoriza nossas florestas em pé, a sua preservação e uso sustentável e o combate ao aquecimento global. O ato de apagar as luzes, no Brasil, não tem relação com economia de energia, que tem como principal fonte a produção proveniente de usinas hidrelétricas, diferentemente de outros países participantes da Hora do Planeta, que produzem energia elétrica a partir de combustíveis fósseis como carvão, gás e diesel.

• Apagar a luz também é um ato que simboliza a eficiência, o uso dos recursos com inteligência e responsabilidade. Apesar da eletricidade no Brasil ser gerada principalmente, partir de hidroeletricas, considerada uma fonte renovável, o dados para o futuro apontam para um maior uso de energia oriunda de fontes fósseis e de grandes centrais hidrelétricas em regiões como a Amazônia, que também provocam grande impacto ambiental e social.

Como fica a iluminação pública?

A iluminação de algumas avenidas poderá ser apagada, a critério da Prefeitura que aderir ao movimento. Entretanto, toda a ação deve ser estruturada de modo a assegurar e garantir a ordem e a segurança públicas.

Mas a ação não se limita a apagar as luzes dos monumentos ou de algumas avenidas. É importante, também, a colaboração do cidadão, apagando as luzes da sala de sua casa durante uma hora, das 20h30 às 21h30, a fim de ampliar o envolvimento da população pela cidade.

Por que a minha participação é importante?

• Porque o Brasil precisa demonstrar que a sua população está atenta ao problema do aquecimento global e disposta a tomar as atitudes necessárias para reduzir estas ameaças.

• Porque queremos que os brasileiros se juntem a um bilhão de vozes em todo planeta, chamando os dirigentes de todos os países envolvidos a assumirem sua parte na solução do problema.

• Porque queremos que um bilhão de vozes em todo o planeta pressionem os governos dos países envolvidos por um acordo global de clima, em Copenhagen, em dezembro.

Por que a Hora do Planeta?

• Diante do agravamento do aquecimento global, a Rede WWF decidiu lançar uma campanha planetária que agregasse populações de todos os países para chamar a atenção das autoridades mundiais para a gravidade da situação. Assim, daremos uma hora do nosso tempo ao planeta, apagando as luzes neste intervalo.

• O aquecimento global – com as consequentes mudanças climáticas – é, sem dúvida, um dos principais problemas globais a serem enfrentados pela humanidade neste século.

O aumento da temperatura média do planeta é causado pelo acúmulo excessivo de gases oriundos da queima de combustíveis fósseis e da remoção das florestas que formam um ‘cobertor’ cada vez mais espesso ao redor da Terra.

A luz do sol entra na atmosfera, mas este ‘cobertor’ não permite que ela se dissipe no universo, retendo a energia em forma de calor, mecanismo semelhante a uma estufa para plantas, daí o nome “gases de efeito estufa”.

Este comportamento efeito estufa, no entanto, é um fenômeno natural que garante, de forma equilibrada, a vida no planeta. Mas a velocidade das emissões e a quantidade de gases jogados na atmosfera pelas atividades humanas desde a revolução industrial são os grandes vilões do aquecimento global.

• É absolutamente necessário que os governantes assumam compromissos para que o aumento da temperatura média do planeta não exceda os 2oC, nível crítico, indicado pelo Painel Intergovernamental de Mudanças do Clima (IPCC), para a manutenção dos ecossistemas, dos ciclos hídricos e redução dos impactos sobre a produção de alimentos e, consequentemente, sobre a vida humana. Acima desta temperatura, os impactos podem ser catastróficos.

A Hora do Planeta é o primeiro passo desta demonstração globalizada rumo ao que estamos chamando da “Hora da Verdade”, em dezembro deste ano, na Dinamarca. O mundo espera de nossos líderes a coragem para enfrentar e reverter este problema.

Por que no Brasil?
• A derrubada das florestas no Brasil faz o nosso país ocupar a 4ª posição no ranking global de emissores de gases do efeito estufa. Hoje, o desmatamento é responsável por cerca de 75% de nossas emissões de CO2. Produtos como carne e madeira são consumidos em sua grande parte pelo mercado nacional. O Brasil, portanto, tem parcela importante de responsabilidade na redução do aquecimento global.

• O Brasil, sendo a 9ª maior economia do planeta, é uma potência dentre os países emergentes e um líder nas negociações internacionais sobre mudanças climáticas. Devemos ser exemplo para um desenvolvimento justo e sustentável.

• As áreas desmatadas ficam cada vez mais distantes do Brasil urbano. Entretanto, é nas cidades que está a maior parte da população brasileira, e é nas cidades que os produtos extraídos de forma insustentável ou produzidos a partir da sua derrubada são consumidos.

Além disso, no quebra-cabeça do clima, as florestas são um importante regulador global. Elas estabilizam os ciclos de água (hídricos) através da sua transpiração, resfriando e mantendo a circulação de água e nutrientes pelo planeta. São esses ciclos que garantem a água em nossas torneiras e os alimentos em nossa mesa. Outro aspecto importante é a influência na alteração da pressão atmosférica e padrões de chuva (precipitação).

O Brasil perpetua os moldes de agropecuária da época da colonização, em que seria mais “barato” desmatar e ir deixando áreas cansadas para trás, do que cuidar das propriedades, dos pastos e do solo.

Por que o Rio de Janeiro?

• Este é o primeiro ano de realização da Hora do Planeta no Brasil e o WWF-Brasil focou seus esforços de adesão na cidade do Rio de Janeiro, por ser uma reconhecida mundialmente, o que dará visibilidade aos anseios da população brasileira de redução dos efeitos do aquecimento global. Isso não impede, no entanto, que outras cidades façam a sua adesão ao movimento Hora do Planeta.

Na cidade do Rio, foi firmada uma parceria junto à Prefeitura para a realização conjunta da ação. No dia 28 as luzes que iluminam alguns monumentos e pontos turísticos – como o Cristo e o Pão de Açúcar - serão apagados.

O que é o acordo global de clima?
• É um tratado da ONU (Organização das Nações Unidas) que reúne mais de 100 países, e que vai definir como serão as novas regras e metas para combater o aquecimento global.

• O novo acordo global de clima acontece na Convenção Quadro de Mudanças Climáticas das Nações Unidas e deve ser atingido na COP (Conferência das Partes) em Copenhagen na Dinamarca em dezembro deste ano. Segundo o IPCC, os países desenvolvidos tem de reduzir entre 25-40% suas emissões até o ano de 2020 e, concomitantemente, os países em desenvolvimento devem reduzir as emissões em, pelo menos, 15%, ou seja, em países como o Brasil, as emissões devem ser de 15 a 30% menores no ano de 2020 do que seriam se nenhuma ação fosse tomada. Já em países desenvolvidos (Anexo I) as emissões deverão ser de 25-40% menores que as emissões no ano de 1990.

Além de metas compulsórias de redução de emissões para os países desenvolvidos, que devem ser ambiciosas, o novo acordo global de clima deve conter elementos que permitam que os países em desenvolvimento adotem uma economia de baixo carbono.

O novo acordo provavelmente será composto por uma revisão das metas do Protocolo de Kyoto e por um conjunto de decisões dentro da convenção, hoje discutidas no Grupo Ad Hoc de Cooperação de Longo Prazo (AWG-LCA).

Qual o tamanho da pegada atual do Brasil?
• O Brasil é o 4º maior emissor do mundo, após a China, os Estados Unidos e a Indonésia.

• Existem duas fontes principais de avaliação da pegada ecológica brasileira em relação à emissão de gases de efeito estufa:



Fonte: Climate Analysis Indicators Tool (CAIT)


Os dados apresentados acima são do ano de 2000, convertidos para CO2-equivalente. Como existem seis gases oficialmente reconhecidos como sendo de efeito estufa, surgiu a necessidade de adotar uma medida que permitisse comparar setores e países de maneira mais adequada. }

A medida mais freqüentemente usada é o CO2-equivalente que compara tudo em termo de CO2. Assim, por exemplo, uma tonelada de metano (CH4), por ser 21 vezes mais poderoso do que o CO2, equivale a 21 toneladas de CO2.

2. A oficial
O governo também compilou dados sobre emissões brasileiras. No entanto, por não reconhecer algumas das conversões entre os gases de efeito estufa, apresenta seus resultados por gases. Além disso, ainda usam dados de 1994. Resultados mais recentes deveriam sair ainda este ano. Assim, a tabela abaixo apresenta as emissões brasileiras de CO2 – o principal gás de efeito estufa – de acordo com os setores da economia.



Fonte: Plano Nacional sobre Mudança do Clima

Países desenvolvidos e emergentes são igualmente responsáveis pelos níveis atuais de gases de efeito estufa?

• Não. Historicamente, os maiores responsáveis pelo aquecimento global são o conjunto de países desenvolvidos que, a partir da revolução industrial em 1750, dominaram a economia global.

• Não. A Convenção de Clima reconhece as responsabilidades comuns, porém diferenciadas, baseada na diferença histórica de emissões entre desenvolvidos e emergentes. O uso maciço de combustíveis fósseis, a partir da revolução industrial, e a dominação econômica permitiram que alguns países atingissem o patamar de desenvolvidos, oferecendo com um bem estar considerado elevado para as suas populações.

• Não. Considerando as responsabilidades históricas, as estimativas do Climate Analysis Indicators Tool (CAIT) apontam para o seguinte resultado: a União Européia seria a maior responsável pelas mudanças climáticas, e os Estados Unidos o segundo maior. Entretanto, o Brasil seria o sétimo maior responsável.

O que temos que fazer para reverter este quadro no Brasil?

• No âmbito internacional, os países em desenvolvimento deverão colaborar com parte necessária para a redução de gases do efeito estufa, e o Brasil é um país chave para isso.

Segundo o IPCC (Painel Intergovernamental de Mudança do Clima), as emissões de países em desenvolvimento deverão ser de 15 a 30% menores no ano de 2020 do que seriam se nenhuma ação fosse tomada.

• No Brasil, a principal causa de emissões está relacionada ao desmatamento, tanto da Amazônia quanto em outros biomas, como por exemplo, o Cerrado. Os dados oficiais indicam que 75% das emissões de CO2 advêm da mudança do uso da terra, ou o desmatamento.

O Brasil, como anunciado em seu Plano Nacional sobre Mudança do Clima, se comprometeu a reduzir o desmatamento na Amazônia em quase 70% até 2017.

O Brasil tem avançado na questão climática?

• Sim. Apesar de vir com mais de uma década de atraso, o Plano Nacional sobre Mudança do Clima do governo brasileiro pode ser considerado um avanço. Ele é uma tentativa de organização de esforços em curso em diferentes áreas. Ainda há o que melhorar.

• Sim, mas o Plano Nacional sobre Mudança do Clima ainda necessita de um olhar mais integrado, com cenários futuros que possam servir para a definição de qual caminho seguir, ter ações com maior ênfase no tema de adaptação, além de metas mais específicas para o país.

• Sim, mas o Brasil tem condições de ser mais ousado. Nossas pesquisas na área de monitoramento florestal e os sistemas desenvolvidos pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) são considerados de ponta e excelência científica.

O Brasil estuda como fazer a troca de tecnologias de monitoramento do desmatamento para benefício de outras regiões como demais países da América Latina, da África e a Indonésia. As plataformas e programas desenvolvidos pelo governo brasileiro são de interesse e caráter público, sem fins lucrativos, possibilitando que países florestais em desenvolvimento tenham acesso à tecnologia.

A matriz energética brasileira é uma das mais limpas do mundo, com cerca de 46% de participação de renováveis, resultado de planejamento de mais de 30 anos. Mas os tempos mudaram, e o que se vê no planejamento atual é a colheita de frutos do passado, com a perspectiva de ”porque estamos limpos, então podemos sujar!”. Sustentabilidade e eficiência devem ser princípios norteadores elementares dos processos de desenvolvimento.

Não é por que temos muita floresta que podemos desmatar à vontade, ou porque nossa matriz é limpa, podemos sujá-la com térmicas movidas a combustíveis fósseis, ou ainda porque etanol substitui gasolina, podemos produzir sem respeitar o meio ambiente e os trabalhadores.

Este é o desafio para os planejadores, governantes e sociedade civil organizada. Como manter e aumentar a sustentabilidade nas cadeias produtivas e diminuir a pegada de carbono? Temos um peso econômico e um lugar de destaque no mundo moderno.

Assim como hoje colhemos os resultados de um planejamento de 30 anos atrás, são as próximas gerações que colherão os resultados de uma política de desenvolvimento para o país verdadeiramente justo, sustentável e que gera oportunidades.

E se fizermos a nossa parte aqui no Brasil, damos conta do recado global?
• Sim, se fizermos a nossa parte e todos os outros países – desenvolvidos e em desenvolvimento – também o fizerem. O aquecimento global é um problema de todos e todos somos parte da solução.

• Se o Brasil for capaz de combater o desmatamento de forma eficaz e garantir o uso de energias renováveis e sustentáveis em nossa matriz em patamares cada vez maiores, o país estará colaborando de maneira justa e ousada no combate às mudanças climáticas.

E mais, esse fator combinado a outros mecanismos de desenvolvimento poderá tornar o Brasil um exemplo de economia de baixo carbono. Mas neste desafio do clima não basta apenas à contribuição de um país, o conjunto é tão importante quanto o esforço individual. Todos os países terão de fazer a sua parte.

• Sim, mas todos tem sua responsabilidade. Os chamados países desenvolvidos tem responsabilidades históricas. Segundo o IPCC, este grupo deverá reduzir entre 25 e 40% até 2020 de suas emissões líquidas em relação ao ano de 1990.

É um esforço imenso, mas sem ele não será possível permanecer abaixo da linha de aquecimento de 2ºC. Para que isto seja possível, os países desenvolvidos terão de investir maciçamente em tecnologias renováveis de produção de energia, mudar o modo de produzir – hoje quase que 100% dependente do petróleo e seus derivados –, passando a utilizar recursos renováveis.

• Sim, mas com o apoio dos países chamados desenvolvidos. Os países em desenvolvimento não devem seguir por um caminho altamente dependente de carbono para o seu futuro. Tecnologias limpas devem, sim, ser transferidas.

Como o nosso país deve atuar no Acordo Global?

• O Brasil sempre foi reconhecido como liderança em negociações internacionais. Na área climática, os negociadores brasileiros apresentaram propostas inovadoras, como por exemplo, a idéia que deu origem ao que hoje conhecemos como o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) do Protocolo de Kyoto.

É um espírito de liderança e inovação que esperamos encontrar em nossos representantes. Os desafios do país são muitos: como combater o desmatamento, como garantir que a matriz energética fique cada vez mais limpa e sustentável, como colaborar para o desenvolvimento regional, como pesquisar, reconhecer e identificar nossas vulnerabilidades climáticas.

• O Brasil deve ser ousado em propor compromissos para os países em desenvolvimento, de forma justa, apoiado por recursos financeiros e transferência de tecnologias. Mas é por meio da implementação das ações nacionais que damos o exemplo. Mas é nesse campo que também encontramos os maiores desafios.

Qual o papel dos governantes, do cidadão e da iniciativa privada no combate aquecimento global?

• Cada um de nós e cada um dos setores privados e públicos têm alguma forma de contribuir para a redução das emissões de carbono.
Nos estados e municípios as possibilidades vão desde o combate ao desmatamento até a criação de infra-estrutura eficiente de transporte público, passando por políticas públicas que levem à conservação dos recursos naturais.

À iniciativa privada, cabe avaliar sua forma de produção e prestação de serviços, eliminando desperdícios e utilizando recursos renováveis tanto para veículos e máquinas quanto para o seu dia-a-dia, como material de escritório, mobiliário. Boas oportunidades de negócio estão nas entrelinhas do problema a ser resolvido.

A criatividade das empresas pode transformar a ameaça de aquecimento global e a necessidade de atuação de forma sócio-ambientalmente correta em grandes oportunidades de lucro.

Aos cidadãos cabe mudar seu comportamento cotidiano, evitando produtos com muita embalagem, comprando apenas produtos madeireiros certificados, utilizando o transporte público e solidário, evitando todo e qualquer desperdício.

O que o WWF-Brasil espera da reunião em Copenhague?


Em Copenhague, em Dezembro de 2009, as expectativas são de que será assinado o "Segundo Período de Compromisso" do Protocolo. O acordo garantirá a continuação, após 2012, do arcabouço internacional de mudanças climáticas iniciado pela Convenção Quadro de Mudanças Climáticas das Nações Unidas e pelo Primeiro Período de Compromisso do Protocolo de Quioto. A instituição espera que o texto inclua:

- Reconhecimento de que as emissões globais precisam atingir seu pico em 2020 para garantir um futuro no qual o aquecimento médio não seja superior a 2o C;

- Metas ambiciosas para os países desenvolvidos. Os países desenvolvidos (também conhecidos como países do Anexo I pelo linguajar usado nas negociações internacionais) deverão reduzir suas emissões em 25-40% em relação ao ano de 1990 até 2020;

- Compromissos para os países em desenvolvimento. Os países em desenvolvimento também deverão desenvolver ações para reduzir suas emissões, contanto que sejam apoiados por aportes significativos de recursos e tecnologia dos países desenvolvidos;

- Apoio à adaptação. Os países desenvolvidos, por serem os maiores responsáveis pelas alterações climáticas, precisam concordar em colocar grandes quantidades de recursos para apoiar políticas de adaptação às mudanças climáticas, sobretudo nos países menos desenvolvidos.
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