Brasília apaga ícones em apoio à Hora do Planeta



28 março 2009
Antes e depois do Congresso Nacional, em Brasília
© WWF-Brasil/Luiz Fernandez
Do centro das principais decisões políticas do país, centenas de pessoas aguardavam na cerimônia no Museu Nacional, do Conjunto Cultural da República, a entrada de Brasília no maior movimento mundial contra o aquecimento global. Às 20h30, representantes do Congresso Nacional, do Governo do Distrito Federal e ambientalistas “acionaram” simbolicamente o interruptor que deu início à sequência de desligamento das luzes da Esplanada dos Ministérios e de seus monumentos.

Estiveram presentes à solenidade o vice-governador, Paulo Octávio, o Secretário de Meio Ambiente, Cássio Tanigushi, a secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Samyra Crespo, entre outras autoridades. “A Hora do Planeta é um grito de alerta de preservação do meio-ambiente. Tenho certeza de que esse movimento de conscientização vai se estender por muitos anos", afirmou o vice-governador.

Para o superintendente de Conservação do WWF-Brasil, Claudio Maretti, a realização da Hora do Planeta na capital do país é significativa, uma vez que daqui partirá a posição brasileira no acordo global do clima. “Esperamos que o Brasíl assuma a liderança nesse processo e tenha uma proposta audaciosa de desmatamento zero”. Ele lembra que é necessário um corte de pelo menos 40% das emissões de gases do efeito estufa até 2020 para que o aumento da temperatura não atinja níveis mais alarmantes.

"O Brasil tem a possibilidade de ter papel muito ativo nos acordos pós-Protocolo de Quioto e por isso essa mobilização nacional é muito importante", salientou o vice-presidente de conservação do WWF-Brasil Eduardo Martins, observando que o país conseguiu mobilizar 107 cidades durante o evento.


Do lado de fora do Conjunto Cultural da República, duas performances chamaram a atenção: o som intenso do grupo feminino de percussão Batala e o desfile dos ciclistas que fazem parte do grupo Pedal Noturno. O público presente apoiou a participação de Brasília: “Estou muito feliz que Brasília está participando, porque na Hora do Planeta do ano passado eu fiquei sozinho na minha casa, acendi minhas velinhas, chamei meus amigos, mas não tinha nada na cidade. Eu acho agora as pessoas estão percebendo que é legal participar", diz Mateus Fernandes, estudante.

Prestes a completar 50 anos, a capital fez coro a uma centena de cidades brasileiras que aderiram ao movimento e apagou pela primeira vez de forma conjunta seus principais ícones. Congresso Nacional, Catedral, Conjunto Cultural da República, Palácio do Itamaraty, Palácio do Planalto, Ministérios e iluminação pública da Esplanada dos Ministérios mudaram o cenário habitual para lembrar a população que as mudanças climáticas exigem uma ação global urgente. Outro ícone que pela primeira vez ficou desligado durante uma hora é o letreiro do Conjunto Nacional de Brasília, o shopping mais antigo da cidade.

Antes e depois do Congresso Nacional, em Brasília
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