Rede de Mosaicos de Áreas Protegidas ganha reforço



25 maio 2016    
Intercâmbios regionais por biomas foram acordados durante o 1º Workshop Nacional de Mosaicos de Unidades de Conservação
© WWF-Brasil
A busca pelo fortalecimento e a reestruturação da Rede de Mosaicos de Áreas Protegidas (Remap) foi o grande resultado do 1º Workshop Nacional de Mosaicos de Unidades de Conservação, evento ocorrido em Brasília (DF) no mês de maio.
 
De acordo com a lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Snuc), o mosaico é grupo de áreas protegidas que situam-se em uma mesma região e que compartilham características naturais, podendo dividir recursos, processos, tarefas e experiências, para otimizar e potencializar seus resultados.
 
Foi a primeira vez que representantes dos 22 mosaicos de áreas protegidas brasileiros puderam, em um evento, trocar experiências e discutir a gestão territorial compartilhada e colaborativa.
 
Os principais encaminhamentos do workshop foram a consolidação dos mosaicos regionais e a promoção de intercâmbios entre eles. Foi bastante discutida também a ideia de fortalecimento da Remap, a entidade nacional que representa e articula os responsáveis pelos mosaicos.
 
Também ficou acertada a criação de um programa de capacitação para pessoas de diversas instituições que lidam com grupos de áreas protegidas e a realização de encontros regionais, para discutir melhor os problemas comuns.
 
Na Amazônia, os encontros devem ocorrer em 2017. representantes do Mosaico da Serra do Espinhaço, localizado em Minas Gerais, onde predomina o bioma Cerrado, se reúnem no próximo mês de junho.
 
A coordenadora da Remap, Heloísa Dias, achou a mobilização em torno do Workshop muito positiva. “O seminário reforçou as nossas convicções, fortaleceu a importância desta agenda de mosaicos e a necessidade que temos de realizar mais encontros como este. Conseguimos discutir políticas públicas de forma séria e focada,” afirmou.
 
Inicialmente, a implementação de mosaicos foi muito utilizada na Mata Atlântica como estratégia para alavancar as ações de conservação num bioma muito ameaçado e com unidades de conservação pequenas. Em poucos anos, a ideia se espalhou e outros biomas passaram a adotar a mesma medida como forma de proteção dos recursos naturais. Atualmente, são reconhecidos oficialmente 22 mosaicos federais e estaduais no Brasil. 
 
O WWF-Brasil acredita na criação e implementação de mosaicos de áreas protegidas como forma de garantir a conservação dos recursos naturais. Por isso desenvolve projetos no Mosaico Sertão Veredas Peruaçu (Cerrado), nos Mosaicos da Amazônia Meridional e do Baixo Rio Negro (Amazônia) e no Mosaico Central Fluminense (Mata Atlântica).
 
“Mais que apoiar a gestão dos mosaicos, avaliamos sua efetividade, trazendo os principais desafios e orientações para melhoria desse instrumento de gestão territorial”, contou Julio César Sampaio, coordenador do Programa Cerrado Pantanal do WWF-Brasil.
 
Para ele, “a ideia dos mosaicos é muito positiva porque possibilita maior riqueza e efetividade na compreensão do contexto em que se situa a gestão de áreas protegidas de forma justa e participativa, inclusive com redução de tempo e gastos”. 
Intercâmbios regionais por biomas foram acordados durante o 1º Workshop Nacional de Mosaicos de Unidades de Conservação
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