Selo Solar comprova o interesse por energia solar no Brasil | WWF Brasil

Selo Solar comprova o interesse por energia solar no Brasil



17 Dezembro 2018   |  
Ufersa, universidade do semiárido contemplada com o Selo Solar
© Instituto IDEAL
Por Juliana Marinho

O Brasil é um dos países com maior potencial para gerar energia a partir do sol do mundo. E o Selo Solar, certificado concedido pelo Instituto para o Desenvolvimento de Energias Alternativas na América Latina (IDEAL) com o apoio do WWF-Brasil, comprova o interesse por esta energia limpa e renovável. Ao todo, já foram concedidos 165 selos, em 17 estados, distribuídos para residências, empresas, instituições públicas e privadas e Organizações Sociais. Unidades de Tocantins, Maranhão e Paraíba receberam a certificação pela primeira vez esse ano.  
 
Esse incentivo aos que fazem a diferença na mudança rumo a uma matriz energética mais limpa atesta a importância da sociedade em se mobilizar para essa transformação, que causa impactos positivos e duradouros ao meio ambiente. Empresas, organizações e pessoas físicas apresentam um papel fundamental nessa mudança, já que a micro e mini geração solar (pequenas geradoras de energia em residências e edifícios) têm crescido a passos largos no Brasil. “Quem usa o Selo Solar ajuda no enfrentamento aos desafios ambientais de duas formas. Primeiro, mostra que produz e consome energia limpa. Segundo, ao utilizar a marca, auxilia a divulgar a ideia da sustentabilidade”, explicou o presidente do Instituto IDEAL, Mauro Passos.      

O Selo Solar foi criado pelo Instituto IDEAL em parceria com a agência de Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável − a GIZ e  o KfW, com apoio  do WWF-Brasil. “Queremos incentivar a sociedade civil a combater as mudanças climáticas em casa, no trabalho e na empresa. Todos nós podemos dar nossa contribuição na transformação da matriz energética brasileira e tornar nosso país referência em energia limpa e diversificada”, avalia Alessandra Mathyas, analista de conservação do WWF-Brasil.

Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), o número de ligações de microgeração de energia totaliza mais de 37 mil sistemas em 2018 no Brasil, sendo a maiora em energia solar fotovoltaica. E o que chama a atenção: mais de dois terços dessas ligações foram residenciais. A ANEEL estima que passaremos de 1 milhão de sistemas instalados em 2024.
 
Gerar sua própria energia por meio de fonte renovável, nesse caso a solar, não é só motivo de orgulho por ser “amigo do meio ambiente”, mas também por trazer benefícios econômicos. Além de reduzir seu custo com energia, ainda evita as oscilações tarifárias que recaem no consumidor final.

Para obter o Selo Solar, o interessado precisa obter um sistema fotovoltaico (FV) com uma potência mínima conforme o subgrupo tarifário em que está inserido. Após fazer o pedido, é preciso enviar alguns documentos, como fotografias e contas de luz. Também há uma taxa administrativa única que varia de um a três salários mínimo. Todas as informações podem ser acessadas aqui.
 
Estes exemplos brasileiros são uma prova de que a energia solar vem crescendo no país e se diversificando. Mais especificamente, o Selo Solar já foi entregue para residências, pequenos comércios -como academias, salões de beleza e escritórios contábeis, vinícula, escolas - associação de municípios, industrias, estádio de futebol - Pituaçu, em Salvador - e organizações ambientais, como o Projeto Tamar da Praia do Forte (BA). Um dos destaques foi a Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa), em Mossoró, no Rio Grande do Norte. Também foi concedido o Selo para o Grupo Fotovoltaica-UFSC, que desenvolve pesquisas na área. Entre os pedidos em análise está o da Câmara de Vereadores de Campo Bom (RS), que produz 100% do que consome. 
Ufersa, universidade do semiárido contemplada com o Selo Solar
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