Produtores de Minas Gerais engajados para a recuperação da bacia do Rio Doce | WWF Brasil

Produtores de Minas Gerais engajados para a recuperação da bacia do Rio Doce



02 Janeiro 2019   |  
Projeto de Adequação Ambiental e Desenvolvimento Rural na Bacia do Rio Doce vai recuperar 300 hectares na sub-bacia do Suaçuí, a maior entre nove bacias que formam a bacia hidrográfica do Rio Doce.
© WWF-Brasil
Por Taís Meireles

O WWF-Brasil firmou convênio com a Fundação Renova para desenvolver um projeto piloto de recuperação florestal em larga escala, integrando desenvolvimento rural sustentável e abordagem inclusiva das comunidades da bacia do Rio Doce.

Chamada de Projeto de Adequação Ambiental e Desenvolvimento Rural na Bacia do Rio Doce, a parceria entre as duas instituições, firmada em maio de 2018, vai recuperar 300 hectares na sub-bacia do Suaçuí, a maior entre nove bacias que formam a bacia hidrográfica do Rio Doce. Serão beneficiados produtores rurais das regiões de Galileia, Governador Valadares e Periquito, todas em Minas Gerais.

Os trabalhos do projeto se iniciaram no segundo semestre de 2018 com uma série de reuniões de planejamento e mobilização, além de visitas técnicas a algumas propriedades. Dentre esses encontros, destaque para as Oficinas de Reconhecimento do projeto, realizadas nos dias 12, 13 e 14 de novembro e 4, 5 e 6 de dezembro últimos.

Reconhecimento da bacia
Os seis encontros tiveram a participação de cerca de 70 produtores das comunidades de Alto Santa Helena, Periquito e Galileia, todos inscritos no programa de Pagamentos por Serviços Ambientais – PSA Rio Doce.

“A ideia das oficinas foi fazer um primeiro contato com os produtores, explicar o projeto, trazer conceitos importantes para eles e colher informações quanti e qualitativas da região, que vão nos ajudar a embasar nosso trabalho”, explica Alessandra Manzur, do WWF-Brasil.

Nas primeiras oficinas, realizadas em novembro, os produtores aprenderam, por exemplo, sobre erosão, o que é e como funciona uma bacia hidrográfica e sobre a importância das Áreas de Preservação Permanente (APP). Conceitos como esses ajudam a sensibilizá-los para o trabalho em conjunto necessário para a recuperação da bacia do Rio Doce.

“A oficina foi muito boa. Precisamos fazer alguma coisa rápido para que nossos filhos tenham água”, comentou Messias Barbosa, um dos participantes e produtor da cidade de Alto de Santa Helena (MG).

Além dos produtores, participaram das oficinas técnicos do WWF-Brasil, da Fundação Renova, da Progen e da consultoria Árvore Socioambiental. “Reuni-los em um único local, ouvir a realidade de cada um, o que cada um faz em sua propriedade, torna muito mais fácil o entendimento do território como um todo”, reflete Gabriel Pimenta Fernandes, da Progen, empresa que atua no território em parceria com a Fundação Renova.

Agora que os produtores estão engajados para a realização das atividades e os técnicos embasados com as informações necessárias, será elaborado um Planejamento Integrado da paisagem no território por meio dos Projetos Individuais de Propriedade (PIP). Essas ações buscam fomentar diferentes atividades para a adequação ambiental das propriedades, inclusive na parte produtiva, medidas tão necessárias nesta região.

Também estão previstos como próximos passos mais encontros como esses, que servirão para manter os produtores mobilizados e fortalecer o sentimento de pertencimento e associativismo local.

Projeto de Adequação Ambiental e Desenvolvimento Rural na Bacia do Rio Doce vai recuperar 300 hectares na sub-bacia do Suaçuí, a maior entre nove bacias que formam a bacia hidrográfica do Rio Doce.
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