Eucalipto é tema de workshop realizado por Banco do Brasil e WWF-Brasil | WWF Brasil

Eucalipto é tema de workshop realizado por Banco do Brasil e WWF-Brasil



14 Novembro 2017   |  
Cerca de 15 pessoas participaram do workshop, dentre representantes do governo, iniciativa privada e terceiro setor.
© Taís Meireles / WWF-Brasil
Diálogo sobre Diretrizes de Sustentabilidade para o Crédito do Cultivo do Eucalipto no Brasil ocorreu nesta terça-feira (14), em São Paulo (SP), e reuniu cerca de 15 stakeholders, entre representantes do governo, da iniciativa privada e do terceiro setor.
 
O encontro faz parte de uma série de painéis de Economia Verde que o Banco do Brasil vem realizando em parceria com o WWF-Brasil. Além do Eucalipto, SojaMilhoAlgodão e Arroz foram os temas dos workshops de 2017. Em 2018, outros cinco temas (Café, Avicultura, Suinocultura, Pecuária de Corte e Leiteira) também serão debatidos.
O objetivo do evento é validar os riscos socioambientais de cada commodity para orientar o Banco do Brasil em seu plano de mitigação dos riscos associados para a concessão de crédito.
 
“O Banco do Brasil, como maior financiador do agronegócio no Brasil, tem a responsabilidade de avaliar com cuidado os riscos envolvidos na concessão de crédito. Já temos uma série de ferramentas para mitigá-los, mas a intenção é debater de forma mais profunda esses riscos junto aos atores envolvidos na cadeia das commodities”, comenta Wagner Siqueira, gerente executivo de Sustentabilidade do Banco do Brasil.
 
Metodologia do workshop
 
Parceiro do WWF-Brasil desde 2010, o Banco do Brasil vem usando para essa análise a metodologia de Supply Risk Analysis, criada pelo WWF Estados Unidos e que mapeia uma série de riscos socioambientais e de gestão, como desmatamento, mudanças climáticas, infraestrutura e transporte, consumo de água e uso de trabalho análogo ao escravo, totalizando quase 40 critérios.
 
Com esse raio-x de cada setor, a metodologia permite criar uma matriz de avaliação de risco, de acordo com níveis. “Levar esta metodologia para o Banco do Brasil, o maior agente financeiro de crédito rural no país, contribui para que a agricultura brasileira adote melhores práticas socioambientais” avalia Carolina Siqueira, analista de conservação do Programa Agricultura e Alimentos do WWF-Brasil.
 
Utilizando a metodologia, os participantes do workshop desta terça se debruçaram em 10 indicadores, que agora serão reavaliados pelo BB e o WWF-Brasil para enfim serem publicados oficialmente e inseridos no dia a dia dos funcionários do BB. Cada participante também receberá um feedback em formato de relatório de como suas sugestões influenciaram a versão final.
 
Moacir Reis, do grupo Mutum, foi um dos participantes do workshop e comentou sobre a importância de interações como essa. “A situação atual do setor florestal é consideravelmente melhor que de outras commodities, mas ainda é fundamental debater o impacto gerado e, inclusive, quebrar alguns mitos do setor. Eventos como esse ajudam a ampliar o diálogo".

A participante Bianca Brilcio, da International Paper, concorda e acrescenta: “Trabalho diretamente no setor de papel e celulose e, em geral, o conhecimento no setor fica muito concentrado ou então já chega pronto. O que o BB está fazendo, abrindo espaço para discussão e construção conjunta é muito importante”.
 
Programa Água Brasil e a Economia Verde
 
No atual cenário de expansão da produção e consumo de commodities e com a necessidade cada vez mais crescente de uso eficiente e responsável dos recursos naturais, o Programa Água Brasil busca balancear essa relação entre negócios e natureza por meio de mecanismos de gestão de riscos e novos negócios em Economia Verde.

Com esta iniciativa o Banco do Brasil também reforça seu compromisso com a expansão da produção rural sustentável, em consonância com os princípios da Economia Verde e com sua vocação natural de Banco do Agronegócio.

Quer saber mais sobre Risco Socioambiental?

* Conheça a metodologia Supply Risk Analysis aqui.

* Veja as atuais Diretrizes de Sustentabilidade do BB aqui.
Cerca de 15 pessoas participaram do workshop, dentre representantes do governo, iniciativa privada e terceiro setor.
© Taís Meireles / WWF-Brasil Enlarge
Participativo, o workshop convida esses atores de diferentes setores a dialogarem sobre o setor
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Utilizando a metodologia Supply Risk Analysis, 10 indicadores foram aprofundados durante o workshop
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Carolina Siqueira, do WWF-Brasil, fala sobre a metodologia, criada pelo WWF EUA
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Moacir Reis, do grupo Mutum, foi um dos participantes e comentou: "eventos como esse ajudam a ampliar o diálogo”.
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Parte do grupo discute medidas mitigatórias que o BB pode tomar
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São Paulo foi a cidade escolhida para a realização do workshop por concentrar boa parte dos atores do setor
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