Rappam avalia efetividade de UCs de MS e MT | WWF Brasil

Rappam avalia efetividade de UCs de MS e MT



10 Maio 2017   |  
Nestes estados 48 áreas protegias foram avaliadas, sendo 11 UCs de Mato Grosso do Sul e 37 do Mato Grosso
© Divulgação/WWF-Brasil
A organização WWF-Brasil promoveu entre os dias 24 e 28 de abril uma oficina para avaliar as unidades de conservação (UCs) estaduais de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e identificar o quanto elas estão cumprindo seus objetivos de conservação.
 
A metodologia adotada foi a Rapid Assessment and Priorization of Protected Area Management Management (traduzido para Avaliação Rápida e Priorização do Manejo de Unidades de Conservação) desenvolvida pela Rede WWF entre 1999 e 2002 com o propósito de fornecer ferramentas voltadas ao desenvolvimento de políticas adequadas à proteção de sistemas naturais e à formação de uma rede global viável de áreas protegidas.
 
Nestes estados 48 áreas protegias foram avaliadas, sendo 11 UCs de Mato Grosso do Sul e 37 do Mato Grosso. Mas o Rappam já foi aplicado em mais de 250 unidades de conservação estaduais e 292 federais. Por todo o País, são mais de 80% das Unidades brasileiras avaliadas por esta ferramenta.
 
Segundo Júlia Boock, analista de conservação do Programa Cerrado Pantanal do WWF-Brasil, realizadora da oficina, “o Rappam faz o levantamento de uma série de informações sobre as áreas protegidas – ele afere, por exemplo, se elas têm um planejamento efetivo, se estão vulneráveis ou sofrendo ameaças e se possuem recursos suficientes para a realização de suas atividades”.
 
A partir da aplicação do método é possível visualizar a fotografia da atual situação da conservação das áreas protegidas, com a identificação de pontos fortes e pontos a serem melhorados na gestão do sistema.
 
Esta é a segunda análise nos estados, o que permitirá verificar os avanços na efetividade das UCs estaduais desde sua primeira aplicação em 2012 até esta última.
 
“Nossa intenção é gerar subsídios importantes para o desenvolvimento de políticas adequadas à proteção de sistemas naturais, de forma a auxiliar os órgãos responsáveis pela gestão no processo de melhoria da sua efetividade. Afinal, criar e bem gerenciar unidades de conservação está entre as principais e mais efetivas estratégias para a conservação da natureza, ajudando na proteção de fontes de água, regulamentação do clima, geração de renda para povos e comunidades tradicionais e garantia das riquezas socioculturais”, defendeu Boock, que disse, ainda, que objetivo nesta edição a organização trabalhou também com o objetivo de integrar os estados vizinhos e propiciar troca de experiências
 
O resultado deste trabalho será consolidado nos próximos três meses. O propósito é gerar uma publicação com a avaliação se as UCs de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul estão contribuindo para o alcance dos objetivos de conservação ambiental, ordenamento territorial, desenvolvimento sustentável e valorização da sociobiodiversidade.
 
Ato de defesa a Serra Ricardo Franco e Guariba-Roosevelt

O WWF Brasil marcou presença em audiência pública no Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPE) e somou coro ao movimento de defesa do Parque Estadual Serra de Ricardo Franco, em repúdio ao Projeto da Assembleia Legislativa Estadual (ALMT) de dar fim à UC.

Na ocasião, o Movimento lançou nesta uma carta que cobra do governador Pedro Taques (PSDB) e do vice-governador Carlos Fávaro (PSD), que usem seu capital político para garantir a a existência da área protegida.

“O parque Ricardo Franco está situado em parte no bioma Cerrado, que é considerado hotspot mundial - território de alta biodiversidade, mas que se encontra extremamente ameaçado – e propicia um grande corredor de Cerrado com outra Unidade de Conservação na parte boliviana. Vemos com muita preocupação essa grande ameaça à existência do parque, pois o Cerrado já foi extinto em quase 50% e parte do remanescente florestal encontra-se em unidades de conservação. Acabar com o parque é uma ameaça à nossa biodiversidade, além de que abre precedentes para se acabar com outras unidades de conservação”, avaliou Kolbe Soares, analista de conservação do Programa Cerrado Pantanal do WWF Brasil.

Na prática, os deputados extinguem uma unidade de conservação de proteção integral de cerca de 160 mil hectares, criada em 1997, mas que tem sido invadida e desmatada.

O ministro chefe da Casa Civil do governo Temer, Eliseu Padilha é um dos que ocupam a área. Os infratores já foram multados e tiveram seus bens apreendidos. Mas, com manobras políticas, têm se livrado das penalidades.

A estratégia agora é desmantelar a área protegida com o apoio dos deputados estaduais.

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Nestes estados 48 áreas protegias foram avaliadas, sendo 11 UCs de Mato Grosso do Sul e 37 do Mato Grosso
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Esta é a segunda análise nos estados, o que permitirá verificar os avanços na efetividade das UCs estaduais desde sua primeira aplicação em 2012 até esta última
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