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Proteção de espécies


Cezar Corrêa retirando filhote de arara-azul do ninho natural para biometria e coleta de material biológico.
Cezar Corrêa retirando filhote de arara-azul do ninho natural para biometria e coleta de material biológico.
© WWF-Brasil / Neiva Guedes

Arara-azul

Elas se destacam pela beleza, tamanho e comportamento. Sofrem com a destruição de seu habitat natural e com a captura ilegal para tráfico de animais silvestres. Mas algo está mudando. E para melhor.

No Mato Grosso do Sul, as araras-azuis (Anodorhynchus hyacinthinus) contam com o Projeto Arara Azul, criado pela bióloga Neiva Guedes para salvar a espécie da extinção.

O projeto instalou 182 ninhos artificiais e monitora um total de 367 ninhos cadastrados em 54 fazendas, localizadas no Pantanal de Aquidauana, de Miranda, de Rio Negro, do Abobral, da Nhecolândia e do Nabileque.

O resultado é que desde 1999, o número de araras-azuis subiu de 1.500 para 5.000 no Pantanal.

Embora o aumento do número de indivíduos seja significativo, a arara-azul ainda é uma espécie considerada ameaçada de extinção em razão da baixa taxa de natalidade, da falta de cavidades para reprodução, da destruição do habitat natural por causa da coleta de ovos e filhotes para tráfico. Por isso, o acompanhamento é constante. 

Desde 1999, o WWF-Brasil apóia a conservação das araras-azuis. O Projeto Arara Azul também conta com o apoio da Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal (Uniderp), Toyota do Brasil e Refúgio Caiman.

Ao longo dos últimos anos, o Projeto Arara Azul também recebeu incentivos de instituições diversas como Brasil Telecom, Fundação Manoel de Barros, Bradesco Captalizações, Vanzin Escapamentos, Criadouro Asas do Brasil, além de doações de pessoas físicas.



O trabalho da equipe do Projeto Arara Azul envolve:

  • monitoramento, recuperação e manejo dos ninhos naturais e artificiais
  • instalação de ninhos artificais
  • observação do período de reprodução das aves e seus resultados
  • acompanhamento dos filhotes, com pesagem e coleta de sangue para exames laboratoriais e identificação genética
  • ações de educação ambiental, com palestras nas escolas da região
  • atividades com as crianças e visitantes à sede do Projeto Arara Azul
Araras-azuis (Anodorhynchus hyacinthinus) pousadas em ninho artificial instalado pelo Projeto Arara Azul. Fêmea tem a cauda torta por estar chocando os ovos
Araras-azuis (Anodorhynchus hyacinthinus) pousadas em ninho artificial instalado pelo Projeto Arara Azul. Fêmea tem a cauda torta por estar chocando os ovos
© WWF-Brasil / Cezar Corrêa

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