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  • AMOR-PEIXE
    Associação Mulheres Organizadas Reciclando o Peixe

    Rua Dom Aquino, 405 - 79303-060 - Corumbá - MS, Brasil
    (67) 3232.2325
  • amorpeixe@hotmail.com

 

  • AR-PEIXE
    Associação Artesanato do Couro do Peixe
    Rua Evaristo Camposano, 10 - 79400-000 - Coxim - MS, Brasil
    (67) 3291.3984
  • arpeixe@yahoo.com.br

 

  • ART PEIXE
    Associação de Curtimento e Confecção de Pele de Peixe de Miranda
    Av. Costa Marques, 678 - 79380-000 - Miranda - MS, Brasil
    (67) 3242.1735
  • artpeixemiranda@hotmail.com.br




Capital Social


Mulheres e meio ambiente

Auxiliadora, Rita, Natividade e Marilza: mulheres da Associação Amor Peixe, em Corumbá (MS), mudaram a própria realidade
Auxiliadora, Rita, Natividade e Marilza: mulheres da Associação Amor Peixe, em Corumbá (MS), mudaram a própria realidade
© WWF-Brasil / Denise Oliveira
Elas não tinham uma atividade econômica regular. Ficavam a maior parte do tempo cuidando da casa e da família ou fazendo algum trabalho eventual. Também não tinham tido oportunidade de conquistar uma formação educacional mais extensa.

O amor à vida no Pantanal e ao meio ambiente as uniu em oficinas de curtimento e aproveitamento de subprodutos do pescado (pele, escamas, espinhas e vértebras). A idéia era adquirir novos conhecimentos, ampliar horizontes e transformar a própria realidade.

Marlene Barbosa Mendonça, nascida em família de pescadores artesanais de Coxim, vislumbrou e criou o Projeto Reciclando o Peixe, para conquistar apoio de instituições e realização desses cursos no Mato Grosso do Sul a partir de 2001.

As mulheres foram incentivadas pelo Programa Pantanal para Sempre a formar associações de produção de artesanato para estimular a geração de renda associada à conservação da biodiversidade. Assim em 2002, surge a 
Associação Artesanato do Couro do Peixe (Ar Peixe), em Coxim. Em 2003, nasceram a Associação de Curtimento e Confecção de Pele de Peixe (Art Peixe), em Miranda, e a Associação Mulheres Organizadas Reciclando o Peixe (Amor Peixe), em Corumbá.

A partir da formalização dos grupos, o WWF-Brasil, começa a repassar às associações recursos doados pelo Programa Natural Livelihood Resources and Poverty Alleviation (NLRPA/Focos), permitindo a aquisição de equipamentos, matérias-prima e para a realização de cursos em educação ambiental.


Ar Peixe

Marlene Mendonça, presidente da Associação Artesanato do Couro do Peixe (Ar Peixe), em Coxim (MS): pioneira na reciclagem de subprodutos do pescado.
Marlene Mendonça, presidente da Associação Artesanato do Couro do Peixe (Ar Peixe), em Coxim (MS): pioneira na reciclagem de subprodutos do pescado.
© WWF-Brasil / Denise Oliveira
A pioneira Ar Peixe foi fundada com 14 sócios, entre eles pescadores e esposas de pescadores e recebeu, posteriomente, 6 novas associadas. Segundo Marlene Mendonça, a renda das famílias melhorou com a produção e venda de artesanato, porém, ainda depende do movimento de turistas na cidade, principal forma de venda.

“A principal conquista das mulheres foi o desenvolvimento da auto-estima. Conseguimos alcançar outros valores. As mulheres ficaram mais dinâmicas e acreditando que poderiam mudar sua realidade, o que ocorreu. Agora queremos envolver mais ribeirinhas e sempre melhorar a variedade e qualidade dos produtos”, afirma a artesã. Marlene Mendonça comenta que idealizou o projeto porque com a escassez do pescado, as famílias ribeirinhas começaram a se deslocar para as cidades em busca de outras fontes de renda.

“A parceria com o WWF-Brasil é muito interessante pelo apoio e embasamento oferecido na questão ambiental. Nos foi dado suporte e credibilidade. Os pescadores artesanais são acusados injustamente de depredar o meio ambiente. A educação ambiental é muito importante porque a maioria é analfabeta e sem outra qualidifcação além da pesca. Assim, aprendem mais sobre meio ambiente e repassam aos turistas”, comenta.


Amor Peixe

Wânia Alecrim de Lima, presidente da Associação Amor Peixe, ao receber o Prêmio Sebrae Mulher Empreendedora 2006
Wânia Alecrim de Lima, ex-presidente da Associação Amor Peixe, ao receber o Prêmio Sebrae Mulher Empreendedora, em 2006.
© Divulgação
Em Corumbá, mulheres de pescadores transformaram suas vidas ao se unirem em torno da Associação Amor Peixe. No começo, eram apenas 5 associadas. “Depois dos cursos de reciclagem, vimos ali uma oportunidade de crescer, de mudar de vida. A pele, que antes ia para o lixo, podia virar artesanato e gerar renda para nossas famílias”, conta Wânia Alecrim, ex-presidente da Amor-Peixe.

A associação produz cerca de 20 tipos de produtos artesanais (bolsas, agendas, cadernetas, roupas, chaveiros e outros), todos feitos em couro de peixe e tecido natural, bordados com palha de Buriti. Desde sua criação a Associação já comercializou cerca de 3 mil itens.

Os anos passaram, outras 6 mulheres se juntaram ao grupo, e o trabalho da associação foi reconhecido por meio da indicação de Wânia Alecrim a dois prêmios nacionais: O Prêmio Sebrae Mulher Empreendedora 2006, na categoria cooperativas e associações, e o Prêmio Cláudia 2006, na categoria trabalho social.

Para Wânia, a indicação aos prêmios foi uma oportunidade de tornar o artesanato com couro de peixe mais conhecido nacionalmente. “Eles representam a valorização das habilidades desenvolvidas na administração e gerenciamento de nossos negócios e demonstram que a Amor Peixe está qualificada, treinada e capacitada para receber tecnologias para produção e comercialização de produtos. Espero que nossa história sirva como exemplo de sucesso para outras mulheres”, afirma.


Art Peixe

Janete Corrêa, presidente da Associação Art Peixe, em Miranda (MS): líder na alfabetização de pescadores
Janete Corrêa, presidente da Associação Art Peixe, em Miranda (MS): líder na alfabetização de pescadores
© WWF-Brasil / Denise Oliveira
Além da produção de artesanato, a Associação Art Peixe, de Miranda (MS), tem atuado intensamente na alfabetização de pescadores, com envolvimento no Projeto Pescando Letras, realizado em parceria com a Secretaria de Aqüicultura e Pesca da Presidência da República, Secretaria de Educação do Município de Miranda (MS) e Escola Municipal XV de Outubro e WWF-Brasil.

As aulas ocorrem durante o período de proibição da pesca no Pantanal, chamado defeso, de novembro a março. O meio ambiente é o tema principal e o motor para incentivar os adultos que não tiveram oportunidade de estudar nas escolas tradicionais a se dedicar aos estudos e a aprender a ler e a escrever.

Janete Correa, presidente da Associação Art-Peixe, é monitora do curso e junto com outros professores familiarizados com a realidade dos pescadores, oferecem aulas com conteúdos da educação ambiental utilizando o kit de cadernos de educação ambiental produzidos e fornecidos pelo WWF-Brasil.

Ela comenta que o projeto está despertando o interesse de mais pescadores a cada ano. “Muitos pescadores não tiveram oportunidade de estudar por causa do trabalho. E sabem que não podem perder a oportunidade de aprender a ler e a escrever. Isso faz diferença. Eles se tornam mais independentes e cidadãos ”, afirma.


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