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Contribuição de cada Unidade de Conservação, em ordem cronológica, para a diminuição das áreas insubstituíveis desprotegidas no estado do Acre.
Contribuição de cada Unidade de Conservação, em ordem cronológica, para a diminuição das áreas insubstituíveis desprotegidas no estado do Acre.
© WWF-Brasil
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Planejamento Sistemático da Conservação

O Planejamento Sistemático da Conservação é uma abordagem multi-critério usada, entre outras aplicações, para a seleção de áreas para criação de reservas. Essa abordagem requer escolhas claras sobre o que e sobre o quanto se pretende conservar, e fornece diferentes cenários que auxiliam a tomada de decisão. O WWF-Brasil tem procurado aplicar e disseminar esse tipo de abordagem em diferentes regiões do país e em diversas esferas governamentais responsáveis pela gestão da biodiversidade.




Áreas prioritárias para conservação da biodiversidade em Goiás, que foram identificadas com o uso do Planejamento Sistemático da Conservação
Áreas prioritárias para conservação da biodiversidade em Goiás, que foram identificadas com o uso do Planejamento Sistemático da Conservação
© WWF-Brasil/CI-Brasil

Áreas prioritárias para a conservação no Estado de Goiás

Uma das primeiras aplicações do planejamento sistemático da conservação no Brasil foi a identificação de áreas prioritárias para conservação no estado de Goiás desenvolvida pelo WWF-Brasil em colaboração com a CI-Brasil. Financiado pelo Banco Mundial, esse projeto forneceu os subsídios técnicos para que o estado possa cumprir o seu compromisso com o Banco de duplicar a sua área em unidades de conservação de maneira eficiente e representativa. A análise identificou 40 regiões prioritárias para criação de novas unidades que, se implementadas, atingiriam 100% de metas quantitativas para 177 objetos de conservação (unidades ambientais e espécies) pré-definidos, de modo a estabelecer uma amostra representativa e complementar da biodiversidade existente no estado.

Agora, a Agência Ambiental de Goiás (AGMA) dispõe de um sistema de suporte para a tomada de decisões, que pode ser constantemente atualizado e corrigido. Seu uso permite criar, de forma dinâmica, diferentes cenários para o sistema de unidades de conservação. Trata-se de uma ferramenta capaz de auxiliar o planejamento e o monitoramento de negociações, ações de conservação e licenciamento ambiental.

Integração das áreas prioritárias para conservação da biodiversidade para o Mato  Grosso  e as indicações de usos da terra do zoneamento do estado.
Integração das áreas prioritárias para conservação da biodiversidade para o Mato Grosso e as indicações de usos da terra do zoneamento do estado.
© WWF-Brasil

Áreas prioritárias para conservação no Estado do Mato Grosso

Em 2005, o WWF-Brasil colaborou com dois grupos de trabalho responsáveis por identificar as prioridades de conservação para os ecossistemas florestais e savânicos do Estado do Mato Grosso. Os grupos foram compostos por técnicos do IBAMA, Ministério do Meio Ambiente, Conservação Internacional – CI, Instituto Centro de Vida - ICV, TNC, e WWF-Brasil. Esses exercícios de priorização foram idealizados num contexto de cooperação entre o governo federal e o governo do estado, de forma a contribuir com as iniciativas governamentais para o aumento da proteção ambiental no estado do Mato Grosso. As propostas surgiram em função de uma análise de representatividade do conjunto atual de áreas protegidas, e de uma análise de lacunas, que identifica áreas ecologicamente importantes ainda não representadas no sistema. Após a definição das prioridades para o todo o estado, através da compatibilização das áreas prioritárias identificadas pelos dois grupos de trabalho procurou-se avaliar se estas corroboravam ou não as propostas definidas no zoneamento do Mato Grosso para criação de unidades de conservação.

Insubstituibilidade para o estado do Acre com o atual sistema de áreas protegidas.
Insubstituibilidade para o estado do Acre com o atual sistema de áreas protegidas.
© WWF-Brasil / L. Dietzsch&C. Lima

Análise de insubstituibilidade e de lacunas para o sistema de áreas protegidas do Estado do Acre

O Laboratório de Ecologia da Paisagem participou da elaboração de uma primeira análise de representatividade e de lacunas do sistema de áreas protegidas do Acre, executada por Laura Dietzsch e Camila Aparecida de Lima como parte da sua monografia para a conclusão do curso de Especialização em Geoprocessamento, do Departamento de Geologia da Universidade de Brasília.

Baseando-se em critérios como representatividade, insubstituibilidade, e complementaridade, esta análise permitiu avaliar o grau de proteção da biodiversidade exercido pelas atuais Unidades de Conservação e as eventuais lacunas na proteção dos objetos de conservação selecionados. Neste exercício, tal como em Goiás e no Mato Grosso, foi considerado como objeto de conservação uma unidade fitogeomorfológica (UFG), baseada na articulação dos planos de informação de vegetação e geomorfologia, que são variáveis indicadoras dos padrões de distribuição de biodiversidade. Os dados utilizados foram provenientes da base de dados do SIPAM, na escala 1:250.000.

Numa análise cronológica, foi avaliada a contribuição de cada Unidade de Conservação para o alcance das metas de proteção das UFGs. Os resultados da análise indicam que as últimas Unidades de Conservação criadas não contribuíram significativamente para a proteção de áreas com alto valor biológico, ou seja, elas estão sendo redundantes na proteção da biodiversidade, protegendo áreas com atributos já protegidos em outras UCs.

Localização da Ecorregião da Serra do Mar no Brasil
Localização da Ecorregião da Serra do Mar no Brasil
© WWF-Brasil/Arc Plan

Visão de Biodiversidade da Ecorregião da Serra do Mar

Uma outra aplicação do PSC foi na elaboração da Visão de Biodiversidade para a Ecorregião da Serra do Mar, na Mata Atlântica. Num processo como este, projeta-se um cenário para 50-100 anos a partir do diagnóstico da situação atual da ecorregião, e traça-se uma estratégia de implementação de ações de conservação visando chegar a este cenário. O LEP esteve envolvido no desenvolvimento desta visão para a Serra do Mar, que durou cerca de 3 anos, e agora está participando das ações de implementação definidas. Para saber mais como foi este processo acesse o link abaixo.


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