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Certificação de MDL


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Gold Standard

Uma comunidade internacional formada por ONGs decidiu desenvolver um selo de "melhor prática possível" - chamado Gold Standard (Padrão Ouro) - para os projetos MDL de qualidade. A Rede WWF foi uma das organizações que lideraram as discussões.

As regras para o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL)  no Acordo de Marrakech, em 2001, não garantem que os projetos MDL:

  • Resultem em uma redução de emissões verdadeiras e de longo prazo; 
  • Promovam o desenvolvimento e uso de tecnologias sustentáveis, como as energias renováveis e a eficiência energética; 
  • Promovam uma transferência de tecnologia e o respeito das necessidades locais.

Não satisfeita com estas regras, uma comunidade internacional formada por ONGs decidiu desenvolver um selo de "melhor prática possível" - chamado Gold Standard (Padrão Ouro) - para os projetos MDL de qualidade. A Rede WWF foi uma das organizações que lideraram as discussões. 

Os projetos que seguem a metodologia do Gold Standard receberão créditos de carbono de "grife" e de qualidade.

Como funciona?

Essencialmente, o Gold Standard baseia-se no cumprimento de três requerimentos para a obtenção da certificação:

1. As tecnologias elegíveis

O Gold Standard pretende canalizar os investimentos do MDL em direção às tecnologias sustentáveis, isto é, sistemas de energias renováveis e tecnologias de eficiência energética. A razão para tal é que são vistos como a única tecnologia que fornece reduções de emissões reais e de longo prazo. Ademais, permitem a transferência de tecnologias e satisfazem todos os critérios para o desenvolvimento sustentável (ambiental, social e econômico) por meio da interrupção do consumo de combustíveis fósseis, do melhoramento da qualidade do ar, da provisão de empregos locais e do acesso estável a uma fonte de energia. Assim, formam-se as bases para o crescimento econômico e a redução da pobreza. Ademais, tais tecnologias são de pequena escala, sujeitas a uma administração descentralizada e, assim, podem ser facilmente adaptadas à situação local.

2. A adição

O Gold Standard pretende apoiar apenas os projetos que reduzem as emissões além daquelas que já estão sendo normalmente reduzidas pelas forças do mercado. Em outras palavras, para que um projeto seja elegível para o Gold Standard, os seus promotores devem demonstrar que as atividades do projeto ?não teriam ocorrido? na ausência do MDL. Os promotores do projeto devem avaliar a adição de uma maneira conservadora para não creditar atividades "business-as-usual". Para satisfazer os pré-requisitos da adição, a atividade do projeto não pode usar fundos da Assistência Oficial de Desenvolvimento e o promotor tem que provar a ausência de declarações públicas de que o projeto teria ido adiante sem o MDL, antes de qualquer pagamento ser efetuado, exceto nos casos onde o projeto foi subseqüentemente cancelado.

3. A sustentabilidade

O critério de sustentabilidade consiste no desenvolvimento da Matriz de Desenvolvimento Sustentável, da Avaliação do Impacto Ambiental e da Consulta com as Partes Interessadas. O projeto deve ser avaliado com relação à matriz de indicadores de desenvolvimento sustentável desenvolvida e já foi testada para a rede South South North (www.southsouthnorth.org). Além da consulta providenciada sob procedimentos padrões, o Gold Standard requer uma consulta melhorada com as partes interessadas, inclusive de dois procedimentos adicionais: a) Consulta inicial com as partes interessadas no início do projeto; b) Principal consulta antes do projeto ser validado.

A consulta com as partes interessadas do Gold Standard inclui uma Lista de Impactos Sociais e Ambientais que foi elaborado para saber se o projeto resulta em significantes impactos sociais e ambientais. Se for o caso, um EIA ou um plano alternativo de mitigação deverá ser proposto. Tomadores de decisões locais, a população local e ONGs locais precisam ser incluídas na consulta inicial, junto com ONGs locais ou nacionais que patrocinam o Gold Standard.



Organização

Desde 2005, o Gold Standard é independente e atua em todo o mercado de carbono. Em última instância, é fiscalizado pelas ONGs que o patrocinam.

Atualmente, 43 organizações e redes formalmente patrocinam o Gold Standard, tanto grandes quanto pequenas e tanto focadas em aspectos regionais (em países em desenvolvimento) quanto em aspectos internacionais. Confira a lista no www.cdmgoldstandard.org.
Atualmente, a BASE (Agência da Basiléia para a Energia Sustentável), um centro de colaboração do PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) e um parceiro do PNUMA em sua iniciativa para o financiamento de energia sustentável (Sustainable Energy Finance Initiative), fornecem o escritório de coordenação do Gold Standard.

A BASE apóia o Gold Standard em assuntos administrativos, fornece espaço para o escritório e compartilha sua rede de organizações envolvidas em energia sustentável.

O Gold Standard é gerido pelos seguintes órgãos:

Conselho Diretor - Responsável pelo planejamento estratégico, por ações de desenvolvimento, arrecadação de fundos e lobby. É previsto que os patrocinadores apontem de 6 a 8 membros para o Conselho de Direção do Gold Standard.

Coordenador do Gold Standard - Coordena todas as atividades do Gold Standard e incentiva o uso, por parte de compradores e vendedores, do padrão. Ele cuida do site na rede, da base de dados de todos os projetos e conduz atividades de treinamento.

Comissão técnica - Composta por profissionais da área de mudanças climáticas, dos mecanismos de Quioto e do MDL. Ela apóia a gerência do Gold Standard. A comissão supervisiona o desenvolvimento contínuo da metodologia do Gold Standard e examina aleatoriamente os projetos validados.

Por ser uma organização sem fins lucrativos que trabalha inteiramente por meio de doações, o Gold Standard depende de patrocinadores governamentais, multilaterais e privados.

Atualmente, o Gold Standard é patrocinado pela Agência dinamarquesa de desenvolvimento internacional (DANIDA) do Ministério de Relações Exteriores da Dinamarca e pela agência executiva do REEEP (Renewable Energy and Energy Efficiency Partnership). Tanto os patrocinadores quanto a comissão apóiam o secretariado no seu processo de arrecadar fundos para o programa do Gold Standard.



O que é Gold Standard

Um instrumento de certificação independente que permite assegurar um máximo de benefícios sociais e ambientais do desenvolvimento de projetos do MDL, de IC (Implementação Conjunta) e de abatimento voluntário. Em poucas palavras, é um selo para identificar os projetos do MDL de qualidade.

Vantagens do Gold Standard

  • Os créditos do Gold Standard garantem a integridade ambiental;
  • Por meio do Gold Standard, o desenvolvimento sustentável é atingido;
  • Os Projeto de Gold Standard reduzem os riscos decorrentes de projetos do MDL;
  • Os créditos do Gold Standard, muito provavelmente, resultarão em um prêmio no preço de mercado.

Pré-requisitos mínimos para a consulta inicial

  • Documentação sobre os impactos ambientais; 
  • Um resumo não-técnico do PDD na língua local;
  • Disponibilidade dos resultados dentro de 15 dias em um formato acessível;
  • Avaliação dos assuntos da lista de impactos ambientais e socioeconômicos providenciada nos anexos explicativos.

Pré-requisitos para a consulta principal

  • Documentação completa em uma língua local, incluindo um resumo não técnico facilmente acessível;
  • Comentários devem ser ativamente pedidos, considerados e disseminados, no mínimo dois meses antes da validação;
  • Fazer propaganda da consulta por meio dos canais de mídia utilizados localmente;
  • No mínimo, uma reunião pública.

Atividades de projetos elegíveis

Energia Renovável: 

  • Fotovoltaico
  • Termo-solar: Eletricidade, Calor
  • Biomassa, Biogás e biocombustíveis líquidos ambientalmente seguros: Calor, eletricidade, cogeração, Transporte
  • Eólica
  • Geo-térmica
  • Pequenas hidrelétricas de pequeno impacto, com um tamanho limite de 15 MW, cumprindo as regras do WCD

Eficiência Energética para o consumo final:

  • Eficiência energética industrial
  • Eficiência energética doméstica
  • Eficiência energética no setor de transporte
  • Eficiência energética no setor público
  • Eficiência energética no setor agrícola
  • Eficiência energética no setor comercial

Manual de proposição e documentos úteis


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