O WWF-Brasil no II Congresso de Parques Nacionais e outras Áreas Protegidas, em Bariloche
Simpósio sobre sistema de áreas protegidas mostra que é preciso promover interação supranacional

Um dos eventos inaugurais do II Congresso Latino-americano de Parques Nacionais e Outras Áreas Protegidas, o simpósio “Sistema de Áreas Protegidas”, realizado no dia primeiro de outubro deste ano, em Bariloche, Argentina, foi palco de uma revisão conceitual dos elementos componente da lógica dos sistemas de áreas protegidas e trouxe à tona a existência de uma necessidade latente: a interação entre sistemas nacionais em nível supranacional para que se possa conservar o meio ambiente com eficiência.
Segundo Cláudio Maretti – conselheiro regional para a América do Sul da UICN (União Mundial para a Natureza), superintendente de Conservação do WWF-Brasil e um dos componentes da mesa – as definições para sistemas de áreas protegidas não são suficientemente amplas ou largamente aceitáveis. “É comum classificar o sistema como algo composto de categorias de gestão ou manejo que classificam um conjunto de áreas estabelecidas por um marco legal, porém isso é tomar as partes como sendo o todo”, afirmou Maretti.
Ele diz ainda que, apesar de as discussões mostrarem a existência de uma maior claridade no marco conceitual na linguagem utilizada pelos diferentes países (com relação ao tema de categorias de manejo de áreas protegidas) e o avanço nas definições dos protocolos para a identificação de áreas prioritárias de conservação (sejam terrestres, de águas doces e/ou marinhas), ainda é preciso constituir uma linguagem comum e uma referência conceitual para melhorar o trabalho da conservação da natureza de maneira mais integral e integrada.
Tudo isso contribuiu para o estabelecimento de um plano de ação que estabelece, entre outras coisas, o resgate do papel dos governos centrais latinoamericanos como o de alicerce dos sistemas que devem avançar com as ações para consolidá-los e para também fortalecer os subsistemas e os programas de áreas protegidas de nível nacional e regional. Isso deve acontecer de maneira associada à conservação a biodiversidade, ao envolvimento com os povos indígenas e outras comunidades locais e à contribuição da proteção de ecossistemas compartidos a nível regional.
Nesse sentido, se levantou a necessidade, entre outras estabelecidas, de promover a integração supranacional de sistemas nacionais para que se possa efetivamente conservar certas áreas. “É o caso da Amazônia que compõe o território de vários países”, completou Maretti.
Veja as apresentações em Power Point do simpósio “Sistema de Áreas Protegidas”
- Sistemas de Áreas Protegidas [ppt, 100 KB]
- De I a VI: Consolidando sistemas de áreas protegidas a través del uso de todas las categorías de manejo de la UICN [ppt, 1.21 MB]
- GESTION DE LAS AREAS PROTEGIDAS EN EL SISTEMA TERRITORIAL REGIONAL [ppt, 12.52 MB]
- Sistemas de áreas protegidas Nuevos retos [ppt, 4.01 MB]

