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O WWF-Brasil no II Congresso de Parques Nacionais e Outras Áreas Protegidas


Maior iniciativa brasileira para conservar a Amazônia apresenta experiências e resultados

Cerca de 100 pessoas participaram do evento.

Gestores e parceiros do Programa Áreas Protegidas da Amazônia – Arpa apresentaram, dia quatro de outubro, durante um seminário que compôs a programação de eventos paralelos do II Congresso de Parques Nacionais e Outras Áreas Protegidas, suas ações e resultados, anunciando decisões e novidades importantes sobre a maior iniciativa brasileira de conservação ambiental.

Após a exibição de "O Chamado da Sumaúma", o diretor do Arpa pelo Ministério do Meio Ambiente, Ronaldo Weigand, abriu o seminário apresentando alguns dados e as metas alcançadas pelo programa. Durante sua apresentação ele destacou a inovação da iniciativa no que se refere a sua execução e sustentabilidade financeira. “A melhora no gerenciamento dos investimentos ampliou a média de gastos de seis mil reais por dia para 100 mil reais diários em 2006”, afirmou.

Além disso, também foi anunciado que o banco de cooperação da Alemanha, vai liberar, até o fim do ano, cerca de 14 milhões de dólares ao fundo de manutenção de unidades de conservação o que poderá corroborar, como contrapartida, com o investimento de igual quantia pelo Banco Mundial.

Assim, espera-se que, nos próximos dez anos, o fundo de manutenção das áreas protegidas junte 200 milhões de dólares que servirão como um recurso permanente aos investimentos em conservação na Amazônia brasileira.

Segundo Pedro Leitão, diretor do Fundo Nacional para a Biodiversidade (Funbio), entidade gestora da verba para o Arpa, espera-se que o fundo de manutenção atinja cerca de 44 milhões de dólares esse ano.

Maurício Mercadante, diretor do Departamento de Áreas Protegidas da Secretaria de Biodiversidade e Florestas (SBF), admitiu que a diminuição do desmatamento é uma dos maiores desafios enfrentados pelo governo federal e disse que o programa Arpa comprovou que áreas protegidas são instrumentos efetivos para conseguir superar esse desafio.

Cláudio Maretti, superintendente de Conservação do WWF-Brasil, disse que a organização da qual faz parte, que também apóia o programa, acredita que o Arpa é uma ferramenta essencial para evitar a degradação da Amazônia. Disse também que a iniciativa tem mostrado grande potencial para a realização de ações futuras.

“Queremos apresentá-lo, na próxima COP, em 2008, que é onde os paises vão mostrar seus avanços, não só como um programa que visa a conservar uma amostra da biodiversidade brasileira, mas que também contribui, especialmente por meio da redução do desmatamento, com aquisição de soluções para problemas de mobilização mundial, como é o caso das mudanças climáticas. Assim, a segunda fase do Arpa seria apresentada como um bom exemplo que outros países latino-americanos poderiam seguir para possibilitar a construção de um programa panamazônico de áreas protegidas”, completou Maretti.



O público presente pode conferir a exibição de "O Chamado da Sumaúma", vídeo produzido em parceria com o WWF-Brasil que visa a promover sensibilização e a estimular ações pela proteção das áreas delicadas e importantes da Amazônia brasileira.
O Público presente pode conferir a exibição de "O Chamado da Sumaúma", vídeo produzido em parceria com o WWF-Brasil que visa a promover sensibilização e a estimular ações pela proteção das áreas delicadas e importantes da Amazônia brasileira.

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