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© Alex Silveira
Parque Nacional da Serra do Divisor
O WWF-Brasil participou do Conselho de Gestão e acompanha os trabalhos de regularização fundiária do parque. Também participa do levantamento de sua flora e fauna, além de acompanhar o processo de negociação de uma estrada que poderá vir a cortá-lo ao meio.
Características
Delimitada pelos rios Acre e Javari, a área de depressão correspondente ao parque apresenta altitudes inferiores a 300 metros.
O Parque Nacional da Serra do Divisor é constituído de quatro blocos de relevos distintos, denominados de Serra da Jaquirana, Serra do Moa, Serra do Juruá-Mirim e Serra do Rio Branco. Seu nome vem do fato dessas formações dividirem as águas das bacias hidrográficas do Médio Vale do Rio Ucayali (Peru) e a do Alto Vale do Rio Juruá (Brasil) – esta última a mais importante via de transporte da região.
A maior parte da área do parque é coberta por floresta aberta, com grande incidência de palmeiras, cipós e bambus. Algumas espécies de palmeiras encontradas são a paxiúba-lisa (Iriartea exorrhiza), a patuá (Oenocarpus batava) e o açaí (Euterpe precatoria). Entre os cipós, destacam-se o cipó-cruz (Chicocca brachiata), o timboaçu (Derris guyanensis), a mucunã (Dioclea sp) e a escada-de-jabuti (Bauhinia sp).
A população indígena Nukini vive dentro do parque, na margem direita do rio Moa. Há registros da existência de fósseis nas duas margens do rio Juruá, dentro e fora da unidade.
Além dos indígenas, cerca de 520 famílias de posseiros habitam a área, a maior parte delas descendentes de ex-seringueiros. Elas se dedicam à agricultura de subsistência, à caça e à pesca, à extração da borracha e de fibras. No entorno da unidade, nas margens do rio Môa, moram cerca de 2 mil ribeirinhos.
Os efeitos do manejo inadequado da terra são visíveis nas viagens de barco por esse rio, inclusive com mudanças artificiais no seu curso. A ocupação humana, a agricultura, o extrativismo, a caça e pesca de subsistência e a criação de animais domésticos não são as únicas ameaças ao parque. A retirada de madeira, o comércio de peles, a extração de fósseis e pedras-pome, os desmatamentos e as queimadas também representam uma triste realidade.
Data de criação
Área
Localização
Aspectos físicos e biológicos
Principais ameaças
- ocupação humana
- extrativismo não madeireiro (seringá, palhas, cipós) e madeireiro
- agricultura
- pecuária
- desmatamento
- criação de animais domésticos
- caça e pesca de subsistência
- comercialização de peles
- extração de fósseis e pedras-pome
- mudanças artificiais nos cursos dos rios (cortes de voltes)
- acampamentos
