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O Parque Nacional do Cabo Orange
O Parque Nacional do Cabo Orange (PNCO) é uma unidade de conservação criada pelo governo federal no dia 15 de julho de 1980 para preservar uma variedade de ecossistemas localizados na foz do rio Oiapoque e na costa norte do Brasil, no estado do Amapá.
 
Vista aérea do Lago Maruani, no Parque Nacional do Cabo Orange. Paisagem é típica da região
Vista aérea do Lago Maruani, no Parque Nacional do Cabo Orange. Paisagem é típica da região
© Alex Silveira

Parque Nacional da Serra do Divisor

O WWF-Brasil participou do Conselho de Gestão e acompanha os trabalhos de regularização fundiária do parque. Também participa do levantamento de sua flora e fauna, além de acompanhar o processo de negociação de uma estrada que poderá vir a cortá-lo ao meio.

Características

Delimitada pelos rios Acre e Javari, a área de depressão correspondente ao parque apresenta altitudes inferiores a 300 metros.

O Parque Nacional da Serra do Divisor é constituído de quatro blocos de relevos distintos, denominados de Serra da Jaquirana, Serra do Moa, Serra do Juruá-Mirim e Serra do Rio Branco. Seu nome vem do fato dessas formações dividirem as águas das bacias hidrográficas do Médio Vale do Rio Ucayali (Peru) e a do Alto Vale do Rio Juruá (Brasil) – esta última a mais importante via de transporte da região.

A maior parte da área do parque é coberta por floresta aberta, com grande incidência de palmeiras, cipós e bambus. Algumas espécies de palmeiras encontradas são a paxiúba-lisa (Iriartea exorrhiza), a patuá (Oenocarpus batava) e o açaí (Euterpe precatoria). Entre os cipós, destacam-se o cipó-cruz (Chicocca brachiata), o timboaçu (Derris guyanensis), a mucunã (Dioclea sp) e a escada-de-jabuti (Bauhinia sp).

A população indígena Nukini vive dentro do parque, na margem direita do rio Moa. Há registros da existência de fósseis nas duas margens do rio Juruá, dentro e fora da unidade.

Além dos indígenas, cerca de 520 famílias de posseiros habitam a área, a maior parte delas descendentes de ex-seringueiros. Elas se dedicam à agricultura de subsistência, à caça e à pesca, à extração da borracha e de fibras. No entorno da unidade, nas margens do rio Môa, moram cerca de 2 mil ribeirinhos.

Os efeitos do manejo inadequado da terra são visíveis nas viagens de barco por esse rio, inclusive com mudanças artificiais no seu curso. A ocupação humana, a agricultura, o extrativismo, a caça e pesca de subsistência e a criação de animais domésticos não são as únicas ameaças ao parque. A retirada de madeira, o comércio de peles, a extração de fósseis e pedras-pome, os desmatamentos e as queimadas também representam uma triste realidade.



Data de criação

16 de junho de 1989, pelo decreto federal nº. 97.839

Área

605 mil hectares

Localização

Extremo oeste do Estado do Acre, no ponto mais ocidental da Amazônia (ponto do País mais próximo ao Oceano Pacífico). Abrange a bacia hidrográfica do alto rio Juruá, na fronteira do Brasil com o Peru, e áreas de cinco municípios: Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Porto Walter e Marechal Thaumaturgo.

Aspectos físicos e biológicos

O clima é tropical, quente e úmido, com um a dois meses secos. Temperatura média anual de 24º C, com máxima absoluta de 36º a 38º, e mínima de 4º a 8º C. O regime de chuvas varia de 1750 mm a 2000 mm anuais. O relevo é ondulado e montanhoso.

Principais ameaças

  • ocupação humana
  • extrativismo não madeireiro (seringá, palhas, cipós) e madeireiro
  • agricultura
  • pecuária
  • desmatamento
  • criação de animais domésticos
  • caça e pesca de subsistência
  • comercialização de peles
  • extração de fósseis e pedras-pome
  • mudanças artificiais nos cursos dos rios (cortes de voltes)
  • acampamentos

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