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Onde atuamos


Meandros do alto rio Jari
Meandros do alto rio Jari
© Zig KOCH

Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque

O WWF-Brasil apoiou técnica e financeiramente a elaboração dos estudos que propiciaram a criação do Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, em 2002.

Desde então, o desafio do Ibama tem sido constituir uma equipe de técnicos adequada às dimensões desta área protegida e iniciar as atividades relacionadas à sua efetiva implementação, com destaque para um melhor reconhecimento do parque e de sua vizinhança visando à elaboração do plano de manejo, que vai regular seu uso futuro.

Desde 2004, a administração do parque vem realizando sobrevôos e expedições em seu interior, a fim de reconhecer aspectos físicos e biológicos da área, coletar amostras de espécies, identificar áreas com potencial de visitação bem como mapear invasões e ameaças à sua integridade. Todas estas informações visam permitir que a equipe do Ibama elabore o plano de manejo do parque.

Além de informações sobre o que o parque protege em seu interior, o plano de manejo necessita também identificar os diversos aspectos positivos e negativos que marcam a região que o circunda, o chamado entorno ou zona de amortecimento.

Por meio de parceria técnica e financeira com o Ibama, o Programa Áreas Vencida a batalha pela criação do Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, o desafio do Ibama tem sido constituir uma equipe de técnicos adequada às dimensões desta área protegida e iniciar as atividades relacionadas à sua efetiva implementação. É preciso melhorar o conhecimento sobre o parque e sua vizinhança, a fim de subsidiar o plano de manejo da unidade.

Por meio de parceria técnica e financeira com o Ibama, o Programa Áreas Protegidas do WWF-Brasil está viabilizando um amplo diagnóstico sócio-econômico e ambiental do entorno do ParNa Montanhas do Tumucumaque. Essa parceria tornou possível a realização de uma expedição de quatro semanas pelo rio Jari , entre julho e agosto de 2005.

As informações sobre as riquezas protegidas pelo parque, além dos aspectos positivos e negativos do seu entorno, constarão do plano de manejo. O conselho consultivo do parque participa da elaboração desse importante documento. O órgão, que é presidido pelo Ibama e conta com representantes das três esferas governamentais e da sociedade, também recebe apoio do WWF-Brasil no seu fortalecimento.

Características

Ainda pouco conhecida, a fauna e flora do interior do parque devem conter espécies não descritas pela ciência. Pesquisas recentes registraram a presença de onça (Panthera onca), de ariranha (Pteronura brasiliensis), de veados e de uma grande diversidade de macacos, morcegos e lagartos. O parque também abriga as nascentes de alguns dos principais rios do Amapá, com destaque para o Oiapoque, o Jari e o Araguari.



Data da criação

Criado pelo Decreto s/n de 22 de agosto de 2002

Área

3.877.393 hectares

Localização

Estende-se por 625 km ao longo da fronteira do Amapá com a Guiana Francesa e o Suriname, no noroeste do estado, contendo uma estreita faixa no Pará, ao longo da margem direita do rio Jari. Faz fronteira com o Parque Indígena do Tumucumaque, a Terra Indígena Waiãpi e a Floresta Nacional do Amapá. Abrange parte dos municípios de Laranjal do Jari, Pedra Branca do Amapari, Serra do Navio, Calçoene e Oiapoque, no Amapá, e uma faixa do município de Almeirim, no Pará.

Aspectos físicos e biológicos

O parque tem como característica marcante um relevo ondulado, com presença de formações graníticas do tipo "pão de açúcar", chamados inselbergs. Abriga rios de leitos rochosos, pontuados por rochedos, corredeiras e cachoeiras. Sua vegetação predominante é do tipo floresta ombrófila densa submontana, ou seja, florestas que são inundáveis na estação chuvosa.

Principais ameaças

  • garimpo
  • desmatamento
  • turismo clandestino
  • o roubo de espécies para biopirataria e tráfico de animais

design & tecnologia getunik.com