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Onde atuamos


Gavião flagrado sobre pedrais do rio Jari, devorando um peixe
Gavião flagrado sobre pedrais do rio Jari, devorando um peixe
© WWF-Brasil / Marisete CATAPAN

Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Iratapuru

Embora não integre o Arpa, a RDS do Rio Iratapuru vem recebendo apoio técnico e financeiro de empresas privadas e de instituições não-governamentais, entre as quais o WWF-Brasil.

Na RDS do Rio Iratapuru o WWF-Brasil executa atividades em parceria com a associação de moradores e o governo estadual. O apoio de entidades externas na sua gestão é importante porque o Amapá não tem unidades de conservação estaduais no Arpa.

O plano de manejo da reserva está em elaboração desde abril de 2005. Além disso, a categoria de RDS é um conceito ainda em implantação – logo, a experiência do Rio Iratapuru pode ser útil para a criação de futuras unidades.

Características

A RDS do Rio Iratapuru foi criada para conciliar a proteção da biodiversidade local com o uso sustentável dos recursos naturais por parte das famílias que vivem no interior e no entorno da reserva. Elas chegaram à região atraídas pela exploração da castanha-do-brasil e hoje exploram também outras espécies.

A criação da unidade permitiu que essas comunidades rompessem antigos laços de dependência econômica com intermediários. Elas passaram a ter acesso a programas públicos e privados que estão ajudando a agregar valor à sua produção. Entre as principais conquistas está a implantação de uma fábrica de beneficiamento de castanha na reserva.

Além da economia extrativista, a RDS do Rio Iratapuru apresenta grande potencial para o turismo ecológico. Ela abriga diversas cachoeiras, praias de areia clara e paredões de pedra que chegam até 80 metros de altura.



Data da criação

Criada pela Lei Estadual no 392, de 11 de dezembro de 1997.

Área

806.184 hectares

Localização

Abrange parcialmente os municípios de Laranjal do Jari, Mazagão e Pedra Branca do Amapari, no sudoeste amapaense. Tem como limites a Terra Indígena Waiãpi, ao norte; o curso do rio Jari, a oeste, e parte da Estação Ecológica do Jari, ao sul, fazendo parte do amplo mosaico de áreas protegidas que constitui o Corredor de Biodiversidade do Amapá.

Aspectos físicos e biológicos

É dominada pelas florestas ombrófila densa aluvial (várzea) e submontana. Suas florestas se caracterizam por árvores de grande porte, com destaque para a castanheira (Bertholletia excelsa), a copaíba (Copaifera reticulata ducke) e a andiroba (Carapa guianensis aubl), além do cipó titica e, na área de várzea, o camu-camu (Myrciaria dubia HBM Mc Vough). São espécies importantes para a economia extrativa que caracteriza a produção das famílias locais.

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