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Onde atuamos


Flamingos fazem parte da enorme biodiversidade do parque
Flamingos fazem parte da enorme biodiversidade do parque
© Alex SILVEIRA

Parque Nacional do Cabo Orange

Após 25 anos de existência oficial, o Parque Nacional do Cabo Orange começou, em 2005, a elaborar seu plano de manejo.

Por constar da lista de unidades de conservação beneficiadas pelo Arpa, o parque está recebendo equipamentos para aprimorar sua administração. Ela é executada por uma equipe do Ibama, com o apoio de brigadistas temporários, mobilizados para a prevenção e o enfrentamento de eventuais incêndios que ocorrem durante a estação seca.

A parceria do WWF-Brasil com a administração do parque abrange novos estudos para embasar o plano de manejo, com a realização de sobrevôos e de expedições científicas para coleta de dados sobre fauna, flora, geologia e geomorfologia. Um levantamento recente constatou que apenas 7% dos entrevistados tinham conhecimento da existência dessa área protegida – por isso, o WWF-Brasil apóia também a divulgação de informações para os moradores da região.

Características

O Parque foi criado com a finalidade de proteger os frágeis ecossistemas marinhos, costeiros e estuarinos que predominam na região. Seu perímetro de 590 km² acolhe manguezais, que funcionam como "berçários" para diversas espécies de peixes; restingas; campos inundáveis e uma faixa de cerrados e florestas.

O guará (Endocimus ruber) e o flamingo (Phoenicopterus ruber) são exemplos de espécies que, encontradas de forma abundante em outras partes do litoral brasileiro no passado, hoje estão presentes apenas no litoral amapaense. Também ocorrem na região o peixe-boi marinho (Trichechus manatus) e o peixe-boi amazônico (Trichechus inunguis), duas espécies ameaçadas de tartarugas marinhas (Chelonia mydas e Dermochelys coriacea), além de muitas espécies migratórias que buscam no parque refúgio para realizar a desova.

Há registros também de grande variedade de mamíferos ameaçados em outras partes do país, como a onça pintada (Panthera onca), a suçuarana (Puma concolor), a anta (Tapirus terristris), o veado-campeiro (Ozotocerus bezoarcticus) e o macaco guariba (Alouatta sp).

Com flora igualmente diversificada, o parque registra ainda plantas menores como a siriúba (Avecennia nitida), o periquiteiro (Cochlospermum insigne), o buriti (Mauritia flexuosa), a andiroba (Carapa guianensis), o açaí (Euterpe oleracea), bem como árvores de grande porte, como maçaranduba (Manilkara huberi), acariquaras (Minquartia guianensis) e quarubas (Qualea sp ).



Data de criação

Criado pelo Decreto no. 84.913, de 15 de julho de 1980

Área

619 mil hectares

Localização

Abrange os municípios de Calçoene e Oiapoque, tendo como limites a Guiana Francesa, ao norte; as terras indígenas Uaçá e Juminã e, num pequeno trecho, o Projeto de Assentamento de Vila Velha, administrado pelo Incra, a oeste, e o Oceano Atlântico, a leste. Trata-se de uma região que, por sua posição geográfica, junto à foz do rio Oiapoque, foi objeto de disputas históricas com ingleses, franceses e holandeses.

Principais ameaças

  • pesca clandestina com finalidades comerciais, realizada nas águas oceânicas
  • caça
  • roubo de espécies

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