OS SONS DA PESQUISA
Ouça a vocalização do Japú-verde (Psarocolius Viridis). Com som composto por oscilações extremadas de tons, o macho tenta proteger a família do lado de fora do ninho.
Confira, a partir de hoje, uma série de entrevistas com os membros da equipe da Expedição Científica Juruena, atividade realizada entre os dias 12 e 30 de novembro que contemplou o setor Sul do Parque Nacional do Juruena, localizado ao Norte do Estado do Mato Grosso, no Brasil.
Tendo a Avaliação Ecológica Rápida (AER) como a metodologia escolhida para a coleta das informações em campo, que vão subsidiar a elaboração do plano de manejo para a implementação do parque, a iniciativa contou com o esforço de quatro piloteiros*, uma cozinheira e 16 pesquisadores divididos entre sete áreas temáticas (Artropodofauna, Ictiofauna, Herpetofauna, Ornitofauna, Mastofauna, Vegetação e Uso Público).
Esses profissionais levantaram dados para a caracterização preliminar dos ambientes naturais da região e vão compartilhar, toda semana, nessa série de entrevistas, curiosidades, procedimentos de pesquisa e experiências vivenciadas em campo. [Leia Mais]
Na quinta feira, dia 5 de março, foi lançado o Fundo Gradual Amazônia Viva, uma iniciativa que visa promover a conservação da natureza e o uso sustentável dos recursos naturais por meio do apoio à criação, implementação e gestão de unidades de conservação (UCs) na Amazônia. O fundo é fruto de uma parceria entre o WWF-Brasil e a Gradual Investimentos e tem o objetivo de captar R$ 100 milhões até o fim do ano.
Inspirados em fortalecer o potencial dos mosaicos de áreas protegidas, ampliando o debate que visa a contribuir com a elaboração de suas diretrizes e gestão no âmbito do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa), membros dos órgãos ambientais da região, de instituições parceiras, de entidades ambientalistas e do movimento social voltam a se reunir a partir de hoje em Manaus, durante o II Seminário Mosaico de Áreas Protegidas.
Segundo os pesquisadores, o isolamento natural do ambiente de cerrado que compõe o Parque Estadual do Guariba pode gerar variações genéticas o que o torna um ambiente ideal para abrigar espécies novas, ou mesmo endêmicas, de plantas e animais.