© WWF-Brasil / Denise Cunha
Mauro Armelin, coordenador do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Sustentável do WWF-Brasil, representou a organização durante o evento e falou da importância da região a ser apoiada.
Durante o evento de lançamento, realizado em Manaus, Pedro Paulo Silveira, economista-chefe da Gradual Investimentos, apresentou o fundo. Ele explicou que a idéia de criar uma carteira de investimento que trouxesse benefícios para região surgiu após a inauguração do escritório da corretora em Manaus, capital do estado que abriga o maior número em hectares de área continua de floresta tropical intacta do Brasil.
Silveira disse ainda que a corretora optou em oferecer um formato de fundo conservador – que não está baseado em multimercados ou ações – devido ao cenário instável que, atualmente, movimenta o mercado. “Queremos oferecer uma oportunidade de risco mínimo às pessoas, sejam físicas ou jurídicas, que queiram contribuir com a conservação ambiental e também usufruir do retorno financeiro atraente”, completou.
Mauro Armelin, coordenador do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Sustentável do WWF-Brasil, representou a organização durante o evento e falou da importância da região, da representatividade dos serviços ambientais que presta e de sua influencia no equilíbrio ambiental de todo o planeta. Falou também sobre os efeitos das áreas protegidas na redução das emissões de gases.
Segundo Mauro, as áreas protegidas representam um componente essencial de um conjunto de estratégias para conter o desmatamento e a conseqüente liberação de carbono. Além do seu papel de reduzir o efeito estufa por evitar emissões de carbono, as áreas protegidas contribuem para reduzir a degradação, mantendo as funções dos serviços ambientais prestados pela floresta.
“Segundo as indicações de um modelo matemático que simula os efeitos das áreas protegidas na redução das emissões de desmatamento, a Amazônia brasileira lançaria cerca de sete bilhões de toneladas de gás carbônico na atmosfera até 2050, caso as unidades de conservação criadas entre 2003 e 2007 não existissem. Se o cenário atual persistir ou melhorar, esse número cairá para, pelo menos, 0.6 bilhões”, declarou.
O evento de lançamento contou com a participação de um público diversificado, entre empresários, investidores e membros da sociedade civil que se preocupam com o futuro do planeta.
T. Magazini
May 6, 2010 - 20:03
Ândrea
December 13, 2009 - 22:21