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Tido como extinto, golfinho do Rio Yangtze reaparece

03 Setembro 2007 Bookmark and Share

Foto de um baiji

Qiqi, o único baiji em cativeiro, morto em 2002, em Wuhan, Hubei, China Cortesia do Centro de Pesquisa para Biodiversidade e Conservação de Recursos Naturais da Academia Chinesa de Ciências.

A imprensa chinesa anunciou que um empresário de Tongling, na China, gravou imagens de um “grande animal branco” no dia 19 de agosto. O animal foi identificado como um baiji pelo professor Wang Ding, especialista do Instituto de Hidrobiologia da Academia de Ciências da China.

Esta é a primeira notificação de avistamento de um baiji desde que expedição científica não localizou nenhum indivíduo, no ano passado.

Com base na complexidade geográfica e hidrológica do rio, e na definição oficial de extinção IUCN (União Internacional para Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais), a Rede WWF e diversos cientistas concordaram que a espécie estaria “funcionalmente extinta”, mas que ainda era muito cedo para ter sua extinção declarada.

“O aparecimento do baiji provou que nossa preocupação procedia e se apresenta como uma última esperança para a salvação da espécie, com medidas mais fortes, disse o Dr. Zhu Jiang, do WWF-China. “O WWF chama por esforços conjuntos imediatos para garantir um habitat para este maravilhoso animal, uma espécie que indica as condições de saúde do Rio Yangtze.

O WWF está ativamente envolvido na proteção de cetáceos e seus habitats no Yangtze. “Uma estratégia plural envolvendo várias áreas como agricultura, recursos hídricos, transporte, proteção ambiental e saneamento, deveria ser aplicada para reduzir a interferência do ser humano e proteger os cetáceos fluviais”, disse Zhu.

No ano passado, o WWF trabalhou em conjunto com outras áreas para definir um esboço de estratégia de proteção e um plano de ação para aumentar a capacidade de proteção de reservas naturais.

“As estratégias de proteção e o plano de ação serão implementados dentro do programa WWF-HSBC para conservação do baiji e do Yangtze, juntamente com os diversos setores interessados”, concluiu o especialista.