WWF resgata legado da Rio 92 e levanta expectativas quanto a Rio+20



12 Junho 2012  | 
A Iniciativa Amazônia Viva do WWF lança nesta quarta-feira, 13 de junho, publicação sobre os 20 anos que se passaram entre as conferências Rio 92 e Rio+20.

O lançamento na Arena da Barra, de 11h às 13h, terá mesa-redonda e debate com o cientista político, Eduardo Viola; o embaixador Flávio Miragaia Perri; a secreatária-geral do WWF-Brasil, Maria Cecília Wey de Brito; e o líder da Iniciativa Amazônia Viva, Claudio Maretti.

Não é necessário credenciamento especial ou antecipado para participar. Haverá serviço de tradução.
Intitulada Rio 92, para onde foi? Rio+20, para onde vai? a publicação - em português, inglês e espanhol - resgata o legado da conferência Rio 92, além de ouvir desses especialistas as expectativas em relação à Rio+20.

O objetivo foi contribuir para evidenciar propostas e ideias por meio dos depoimentos e lições aprendidas dos entrevistados e dar ênfase para as questões e soluções de futuro para a Amazônia, o Brasil e a América Latina.

O cientista político, Eduardo Viola, considera que o Brasil poderia ter uma posição muito mais progressista e coerente entre o que promove e as suas definições políticas e cita como exemplo a nova política industrial. “Apesar de ter uma lei de mudanças climáticas avançada, a nova política de produção industrial automobilística só promove a produção de carro e não dá a menor importância à eficiência energética. Quando vem uma política industrial é quase a mesma de 20 anos atrás”, critica.

O embaixador Flavio Perri, hoje aposentado, viveu intensamente a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento de 1992 como secretário-executivo do grupo de trabalho nacional que organizou o evento. Para ele, a consciência da crise planetária gerada pelo modelo de desenvolvimento adotado atualmente é também a oportunidade para se fazer da Rio+20 uma conferência de destaque. “Trata-se de ousar na constatação de que é tempo de revisão dos paradigmas econômicos, sociais e políticos que têm orientado a ação humana sobre o planeta, esgotável em seus limites. A Rio+20 deve ser visionária; reformular nossa visão de mundo e de futuro. Está nas mãos da liderança mundial atuar como Estadistas e apontar os equívocos e erros dos modelos atualmente adotados”, afirma Perri.

Em relação ao futuro do Brasil e da Amazônia, Claudio Maretti lembra que a natureza é que pode garantir sustentabilidade e equidade na oferta e acesso das populações a comida, água e energia. “Temos que garantir sustentabilidade na produção e oferta de alimentos, de forma que não prejudiquemos nem suas possibilidades de produção futura, nem os serviços que prestam à sociedade, ou seja, a produção de alimentos não pode mais ser baseada no desmatamento e outras degradações”, afirma.

Na opinião de Maria Cecília Wey de Brito, secretária-geral do WWF-Brasil, é possível investir para desenvolver mercados diferenciados, ciência para novos produtos e para o conhecimento de potencialidades e funcionamento da região do ponto de vista ambiental e social. “A solução de futuro para a Amazônia é o desenho de um plano de Estado. As soluções para os problemas em curso não podem ser pensadas com um foco de curto prazo”, afirma na entrevista.

Colaboradores publicação Rio 92, para onde foi? Rio+20, para onde vai?
  • Alejandro Gordillo, embaixador e secretário-geral da OTCA (artigo)
  • Cláudio Maretti, líder da Iniciativa Amazônia Viva
  • Carlos Nobre, cientista e secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento - MCTI
  • Eduardo José Viola, sociólogo e professor da UnB
  • Flávio Perri, embaixador, secretário executivo do grupo de trabalho que organizou a Rio 92, ex-secretário de meio ambiente
  • Ignacy Sachs, economista
  • Izabella Teixeira, bióloga e Ministra do Meio Ambiente
  • José Goldemberg, cientista, secretário de meio ambiente a época da Rio 92, ex-secretário de Ciência e Tecnologia e ex-ministro da Educação
  • Leonardo Boff, teólogo e escritor
  • Maria Cecília Wey de Brito, agrônomo e secretária-geral do WWF-Brasil
  • Oded Grajew, empresário, articulador do Fórum Social Mundial, Instituto Ethos
  • Paul Polman, empresário e presidente da Unilever
  • Paulo Jobim, músico e arquiteto
  • Paulo Sotero, jornalista e diretor do Brazil Institute do Woodrow Wilson International Center for Scholars (artigo)
  • Tião Viana, médico e governador do estado do Acre
  • Thomas Lovejoy, ambientalista e presidente do centro de ciência H. John Heinz III
  • Yolanda Kakabadse, presidente do WWF Internacional

SERVIÇO:
Rio 92 para onde foi? Rio+20 para onde vai
Lançamento da publicação e mesa-redonda
Quando: dia 13 de junho de 2012, de 11h às 13h
Onde: Arena da Barra - Avenida Embaixador Abelardo Bueno, 3401. Barra da Tijuca 
Convite para o lançamento da publicação "Rio92, para onde foi? Rio+20, para onde vai?"
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