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O que o brasileiro pensa da biodiversidade

20 Setembro 2006 Bookmark and Share

Avaliar a percepção e a consciência da população brasileira sobre temas ambientais foi o principal objetivo da pesquisa nacional de opinião pública “O que os brasileiros pensam sobre a biodiversidade?”. Divulgada em 22/05/2006, dia Internacional da Diversidade Biológica, a pesquisa uma iniciativa do Ministério do Meio Ambiente, em parceria com WWF-Brasil, Funbio (Fundo Nacional para a Biodiversidade), Natura e realizada pelo Instituto Vox Populi com coordenação do ISER (Instituto de Estudos da Religião).

A destruição das florestas foi apontada como “muito grave para o Brasil” por 76% dos 2.200 entrevistados (com mais de 16 anos, de áreas urbanas e rurais). Quanto esse percentual é somado aos que avaliaram o problema como “grave”, ele sobe para 98%. Desmatamento e queimadas aparecem como o principal problema ambiental do Brasil, com 65% das citações, seguidos de poluição/contaminação de rios, lagos e lagoas, com 43%. Entre os biomas mais ameaçados, surgem Amazônia (38) e Mata Atlântica (18%).

“Os novos resultados mostram que há um aumento gradativo de conscientização da população. E a maior conscientização deverá resultar num maior comprometimento e na compreensão de que os problemas estão inter-relacionados: por exemplo, o desmatamento numa região aparentemente distante pode ter impacto sobre o regime de chuvas nas grandes cidades.”, diz Denise Hamú, secretária-geral do WWF-Brasil.

Mudanças climáticas, que em 2001 apareciam como “problema que afeta grande parte do mundo” para apenas 23% dos entrevistados, hoje já chegam a 43%. O problema é considerado grave ou muito grave por 76% dos brasileiros.

A pesquisa de 2006 foi focada na biodiversidade, mas apresenta um extenso painel sobre opinião, conhecimento e atitude da população brasileira perante temas correlatos. Sobre o conceito de biodiversidade, ele é conhecido por 43% dos entrevistados. Entre esses, o nível de familiaridade chega a 84% entre pessoas com nível superior.

Curiosamente, apesar de 4 dos 10 principais problemas dos bairros apontados pelos participantes serem ambientais – falta de saneamento, falta de coleta de lixo, falta de tratamento de água e enchentes – eles não são assim identificados.  “Há uma percepção fragmentada: as pessoas associam questões ambientais à proteção de florestas e espécies, sem se dar conta da gravidade de problemas igualmente ambientais com que convivem diariamente”, diz Denise Hamú.

Apesar de o desemprego ser uma das principais preocupações dos entrevistados, se pudessem escolher, 77% afirmaram que não estariam dispostos a conviver com mais poluição, mesmo que isso trouxesse mais empregos. Em 2001, o percentual era de 69%.

Além da pesquisa quantitativa, foi realizada uma pesquisa qualitativa com 130 líderes de diversos setores. Confira o estudo completo baixando o arquivo ao lado.